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Tiger Holding articula instalação de três indústrias chinesas no Ceará

Acordo entre a Tiger Holding e investidores da China prevê importação dos equipamentos para todas as fábricas
Bruno Brandão
Bruno Brandão
De Fortaleza
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~3:44
  1. Tiger Holding planeja três plantas industriais no Ceará nos setores de tintas, aço e produtos de limpeza
  2. Empresa importará maquinário completo da China para equipar as três unidades fabris no estado
  3. Fábrica de tintas incluirá produção de acrílicas para piso e especiais ainda não fabricadas no Brasil
  4. Unidade de steel frame será a maior, direcionada para atender demanda habitacional crescente na Grande Fortaleza
  5. SDE analisa melhor município considerando acesso à matéria-prima, infraestrutura viária, portuária e disponibilidade de mão de obra
O secretário executivo Vicente Ferrer recebeu representantes da Tiger Holding e investidores chineses – Foto: Divulgação

A Tiger Holding, controlada pelo empresário Rodney Soares em parceria com os investidores chineses sócios, quer investir no Ceará. A empresa apresentou à Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) um projeto para instalar três plantas industriais no estado, nos setores de tintas, aço, com foco em steel frame, e produtos de limpeza. O plano inclui ainda a importação de maquinário diretamente da China para equipar as três unidades.

O diferencial do modelo proposto está justamente na origem dos equipamentos. Em vez de adquirir máquinas no mercado nacional ou montar estruturas a partir de componentes locais, o grupo pretende transferir linhas de produção completas da China para o território cearense, uma estratégia que reduz o tempo de implantação e garante tecnologia já validada em escala industrial nos países de origem.

Três frentes de produção

O projeto é dividido em três frentes industriais distintas, cada uma com seu próprio perfil de maquinário e mercado-alvo. A fábrica de tintas é a de maior inovação tecnológica do conjunto: inclui tanto a produção de tintas acrílicas para piso quanto de tintas especiais que, segundo os investidores, ainda não são fabricadas no território nacional. A tecnologia para esse segmento seria transferida diretamente das plantas asiáticas.

A unidade de Steel Frame, sistema construtivo baseado em perfis de aço galvanizado usados na edificação de casas, é apontada pelos próprios empresários como a maior das três. A justificativa é a demanda habitacional crescente na Região Metropolitana de Fortaleza, mercado que os investidores avaliam como promissor o suficiente para justificar uma planta de maior capacidade produtiva e, consequentemente, maior geração de empregos diretos e indiretos.

O sistema Steel Frame, que utiliza perfis de aço galvanizado na construção de habitações, é uma das apostas do grupo para atender à crescente demanda por moradias na Grande Fortaleza - Foto: Divulgação
O sistema Steel Frame, que utiliza perfis de aço galvanizado na construção de habitações, é uma das apostas do grupo para atender à crescente demanda por moradias na Grande Fortaleza – Foto: Divulgação

O terceiro braço do empreendimento, voltado à fabricação de produtos de limpeza, tem perfil de expansão gradual. A ideia é iniciar as operações em escala menor e ampliar a capacidade produtiva conforme o mercado absorver o produto, estratégia comum quando se introduz maquinário novo em um segmento já estabelecido com marcas consolidadas.

“O maquinário vem lá da China para cá, pois queremos fazer um produto muito bem feito no Brasil, avassalador”, disse Rodney Soares, proprietário da Tiger Holding. 

Logística e escolha do município

A escolha do município onde as plantas serão instaladas ainda está em análise técnica pela SDE. A equipe do órgão avalia opções levando em conta acesso à matéria-prima, infraestrutura viária e portuária e, sobretudo, disponibilidade de mão de obra qualificada. O encontro entre o secretário executivo do Comércio, Serviços e Inovação da SDE, Vicente Ferrer, e a comitiva formada pela Tiger Holding aconteceu na sede do órgão estadual. Na ocasião, foram apresentadas as potencialidades do Ceará.

A infraestrutura portuária do Ceará foi um dos argumentos centrais apresentados ao grupo asiático durante a reunião. Para projetos que dependem da importação de equipamentos pesados, como é o caso desta iniciativa, um terminal portuário com capacidade para cargas de grande porte é determinante não apenas na fase de instalação, mas também para o abastecimento contínuo de insumos ao longo da operação.

“Não se trata apenas da instalação de uma fábrica, mas da dinamização de toda uma cadeia de suprimentos e da atração de novas tecnologias para o nosso parque industrial”, aponta Vicente Ferrer, secretário executivo da SDE.

O projeto encontra-se em fase de elaboração documental. Rodney Soares confirmou que os trâmites burocráticos e o planejamento operacional já estão em andamento, o que sinaliza intenção real de execução a curto prazo.

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