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Alagoas faz primeiro embarque para Turquia de gado confinado em boitel

Cem animais confinados em boitel da Cooperativa Pindorama foram vendidos para a Turquia; embarque é o primeiro feito pelo estado
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Gado confinado boitel Cooperativa Pindorama
Cem animais confinados em boitel da Cooperativa Pindorama foram vendidos para a Turquia; embarque é o primeiro feito pelo estado. Foto: Assessoria

Alagoas realizou neste mês de janeiro o primeiro embarque de bois para a Turquia. Os animais estavam confinados na estrutura de boitel, um confinamento coletivo de animais, que é gerido pela Cooperativa Pindorama, em Coruripe, no Sul do estado.

O lote de 100 animais pertence ao produtor Carlos Messias, de Anadia. Ele confina seu rebanho no boitel da Cooperativa Pindorama há quase dois anos e relatou que tem tido bons resultados com o manejo que é realizado no gado no local.

“Fiz essa parceria com a Cooperativa Pindorama e vendemos 100 animais para exportação para a Turquia. São animais resultantes do cruzamento entre Nelore e Aberdeen Angus. O Angus atende aos padrões a nível mundial e hoje o Brasil é conhecido pela qualidade do rebanho. Hoje nós tiramos aqui com a média de 90 dias um gado muito bom e estou satisfeito com a qualidade do boitel da Pindorama”, disse.

A raça Nelore é tida como a base para o cruzamento de gado de corte no Brasil. É um animal originário da Índia, mas sua boa adaptabilidade ao clima brasileiro faz com que atualmente 80% do rebanho nacional de corte seja de nelore.

Já o Aberdeen Angus é uma raça originária da Escócia e conhecida por sua carne macia e saborosa, com bom marmoreio.  

Segundo Kevin Rodrigues, coordenador de Pecuária da Cooperativa Pindorama, os animais foram aprovados pelos mais rigorosos critérios internacionais e assim como o restante do rebanho em confinamento no boitel tem uma dieta à base de WGD, proteína resultante da fermentação de grãos, além de outros itens produzidos pela própria cooperativa, como o melaço, o gérmen de milho, a levedura, bagaço de cana, a quirera de arroz e óleo de coco.

Essa é a primeira vez que Alagoas embarca gado para a Turquia. A dieta que adotamos aqui no boitel tem possibilitado que outros produtores alcancem boa qualidade na engorda e terminação de seus rebanhos”, disse.

Boitel Cooperativa Pindorama
Modelo de confinamento boitel é pioneiro no Nordeste e teve início em 2024 em Alagoas na Cooperativa Pindorama. Foto: Assessoria

Boitel deve ter capacidade ampliada este ano

A experiência de confinamento de bois realizada pela Cooperativa Pindorama em Alagoas é inédita no Nordeste e funciona desde 2024. Atualmente, o boitel conta com dois mil animais confinados, mas a expectativa é de dobrar a capacidade de confinamento para quatro mil cabeças de gado ainda este ano.

A iniciativa foi apontada pelo presidente de Pindorama, Klécio Santos, como mais um projeto de sucesso desenvolvido pela cooperativa. 

“A gente criou essa ideia de boitel com a intenção de oferecer uma oportunidade para o pecuarista alagoano em um período de mais seca e de pasto mais escasso, ofertando um refúgio para eles. Aqui, a gente atende o cooperado e o não cooperado. Estamos no segundo momento desse projeto. Quem participou da primeira fase teve crescimento e resolveu entrar nessa segunda temporada. Isso demonstrou a eficácia desse tipo de negócio. A ideia é crescer cada vez mais”, declarou.

Segundo o dirigente de Pindorama, a ampliação da estrutura física para que o confinamento dos animais possa ser concretizado já está sendo montada, com previsão de entrar em operação nos próximos meses.

“À medida que a gente vai criando currais novos, onde os animais passam por um processo de engorda, damos prosseguimento à lista de criadores que estão no aguardo para colocar seus animais nesse espaço. Está sendo rentável para a cooperativa, mas também muito mais interessante para os criadores, que têm a oportunidade de ganhar 25% do peso que o boi ganhar no confinamento. Tratamos os animais no boitel da melhor forma possível, com profissionais preparados para que possamos gerar o máximo de resultados em termos de engorda”, reforçou.

Leia mais: Pagamentos de CBIOs pode render até R$ 27 mi a produtores de Alagoas

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