- Publicidade -

Aumento do teto do MCMV anima construtoras no início de 2026

As construtoras vão aumentar as unidades oferecidas no MCMV no estoque e nos futuros lançamentos
- Publicidade -
O aumento do teto das faixas do MCMV já começou a aquecer o setor de construção civil. Foto: Divulgação/ACLF

O aumento do teto do programa de financiamento de imóveis do governo federal, o Minha Casa Minha Vida (MCMV), trouxe uma expectativa positiva as construtoras que oferecem unidades enquadradas para este público neste começo de 2026. “O aumento das faixas dos financiamentos vai deixar mais gente em condições de participar do programa, contribuindo para aquecer mais o setor da construção civil”, resume o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon-PE), Paulo Wanderley.

Mais gente participando do programa significa mais unidades a serem construídas e comercializadas. Paulo diz que o setor já está aquecido e que o MCMV vai consolidar este cenário. “Hoje, já existe construtora hoje que destina 100% das suas unidades ao programa. Há uma grande participação das construtoras, porque o programa é interessante”, conta Paulo.

Segundo ele, o setor só não está crescendo mais por causa da “alta dos juros que é o grande problema da construção civil atualmente”. Os imóveis são bens de um valor alto e uma parte da população só consegue comprá-los com financiamento e os juros altos levam muitas pessoas a adiarem a aquisição da casa própria.

O aumento do teto do MCMV ocorreu, em 18 de dezembro último, quando entraram em vigor os seguintes limites: nas grandes metrópoles – com população acima de 750 mil habitantes – o valor máximo saiu de R$ 264 mil para R$ 275 mil (alta de 4%); em metrópoles (com população entre 100 mil e 300 mil habitantes) pulou de R$ 225 mil para R$ 240 mil (aumento de 7%); capitais regionais com população entre 100 mil e 300 mil habitantes deixou de ser R$ 220 mil para R$ 235 mil (aumento de 7%). As alterações do teto beneficiaram as pessoas situadas na faixa 1 (renda mensal de até R$ R$ 2.850) e na faixa 2 (renda mensal de R$ 2.850,01 a R$ 4.700).

O gestor comercial da MRV em Pernambuco, Bruno Malheiros, diz que mais imóveis serão financiados pelo MCMV com a mudança do teto. Foto: MRV/Divulgação

Impacto do aumento dos limites do MCMV

O aumento do teto da MCMV fez a Construtora MRV enquadrar mais 300 unidades – que fazem parte do estoque da empresa – e serão disponibilizadas para financiamentos dentro do programa, segundo o gestor comercial da MRV em Pernambuco, Bruno Malheiros. Ele acrescentou que a mudança também vai impactar mais 1 mil unidades – que estão com terrenos comprados-, mas não estão à venda, porque estão num processo de legalização.

“Essa mudança significa mais oportunidades de negócios e que mais famílias terão acesso ao financiamento”, comenta Malheiros. Segundo ele, o aumento do teto da MCMV fez a Construtora MRV enquadrar mais 300 unidades – que estão no estoque da empresa – e serão disponibilizadas para financiamentos dentro do programa.

E ainda de acordo com Malheiros, a mudança do também vai disponibilizar, no futuro, mais 1 mil unidades – que estão com terrenos comprados-, mas não estão à venda, porque estão num processo de legalização. Dessas mil unidades, caso não tivesse ocorrido a alteração, 400 seriam comercializadas dentro do MCMV. “A mudança já deu uma aquecida no mercado. O teto entrou em vigor em 2026 e já realizamos 30 vendas com os valores do novo teto”, comenta.

Ele acredita que o aquecimento do setor – por causa do aumento do teto do MCMV – vai ocorrer em todos os Estados do Nordeste. A taxa de juros do MCMV é melhor para o cliente do que os juros dos demais financiamentos.

A MRV foi fundada em Belo Horizonte, Minas Gerais em 1979 e sempre atuou em imóveis para a classe média e também no ramo de habitação popular. A empresa atua nos nove estados do Nordeste e entregou a chave de número 500 mil em 2025.

O gerente comercial da Construtora ACLF, Bruno Guedes, fala do impacto que a mudança do teto do MCMV vai ter no setor. Foto: Divulgação/ACLF

O gerente comercial da Construtora ACLF, Bruno Guedes, também sente um aquecimento do mercado com as mudanças do MCMV e espera um aumento de vendas entre 20% e 25% a mais por causa dessa alteração, que “amplia o público alvo”. Ele diz que a alteração vai incluir mais 20 unidades que poderão ser comercializadas pelo programa em dois projetos da empresa: o Belém Boulevard e o Boa Vista Boulevard.

“Também temos empreendimentos novos com unidades que poderão se enquadrar nos financiamentos das faixas 2,3 e 4 do MCMV”, afirma Bruno. A faixa 4 do MCMV pode financiar imóveis de até R$ 500 mil para uma família que tenha uma renda bruta de até R$ 12 mil.

A construtora pernambucana ACLF Empreendimentos foi fundada em 1999, com foco na requalificação urbana em Paulista e no litoral norte de Pernambuco. Começou como um empreendimento voltado para moradia e urbanização da região e tem foco na construção de edifícios residenciais, incluindo unidades populares ou de classe média.

Leia também

Setor da construção puxa empregos e exige mais mão de obra qualificada

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -