
As exportações de Alagoas somaram US$ 28,2 milhões em setembro de 2025, o que representa um crescimento de 25,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar da alta nas vendas externas, o saldo da balança comercial do estado no mês ficou negativo em US$ 78,7 milhões, resultado das importações que totalizaram US$ 106,9 milhões, com aumento de 37,2% na comparação anual.
Segundo balanço mensal do MDIC, a corrente de comércio, que é a soma de exportações e importações, foi de US$ 135,1 milhões em setembro, com avanço de 34,6% em relação ao mesmo mês de 2024. Com esse desempenho, Alagoas ocupou a 23ª posição no ranking nacional de exportações e a 19ª colocação entre os estados que mais importaram no período.
Entre os produtos exportados, os minérios de cobre e seus concentrados permaneceram como destaque absoluto, respondendo por 78,6% da pauta exportadora alagoana no mês. Na sequência, os açúcares e melaços apareceram com 16,4% de participação, evidenciando o crescimento gradual da produção sucroalcooleira no estado entre os itens comercializados internacionalmente.
Outros produtos com menor peso nas exportações foram materiais de construção de argila (1,1%), sucos de frutas ou de vegetais (0,7%) e equipamentos agrícolas (0,7%).

Singapura assume a liderança de exportações alagoanas
O cenário de países parceiros também apresentou alteração. Em setembro, Singapura tornou-se o principal destino das exportações de Alagoas, absorvendo 78,6% do total exportado. Em segundo lugar veio a Venezuela, com 15,8% de participação, seguida por Cuba (0,6%) e Polônia (0,7%). Países como Estados Unidos, Portugal e Haiti também aparecem com percentuais menores que não chegaram a 1% do total exportado no período.
Em agosto, o principal parceiro comercial do estado foi a Suíça, que concentrou 95,6% das exportações de minério de cobre. As vendas de produtos para os Estados Unidos também caíram 45,5% no mês passado. O país importa açúcar e derivados de Alagoas.
No campo das importações, os produtos mais comprados pelo estado em setembro foram derivados de petróleo e materiais relacionados (7,3%), óleos combustíveis (6,1%) e suprimentos de escritório e papelaria (4,2%). Também se destacaram gorduras vegetais, polímeros de etileno e equipamentos de telecomunicações, todos com porcentagens acima de 3%.
A China foi o maior emissor de produtos para Alagoas no mês de setembro, respondendo por 58,6% das importações feitas pelo estado. A Rússia foi responsável por 7,2% das importações, seguido da Colômbia (4,9%), Estados Unidos (4,5%) e Arábia Saudita (3,3%).
Balança comercial de Alagoa acumula déficit em 2025
No acumulado de janeiro a setembro de 2025, as exportações de Alagoas somaram US$ 592,6 milhões, uma leve queda de 1,1% em relação ao mesmo período de 2024. Já as importações chegaram a US$ 786,3 milhões, representando um crescimento de 29,6% no comparativo anual.
Com isso, o saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 193,7 milhões entre janeiro e setembro. A corrente de comércio do estado no período foi de US$ 1,4 bilhão, com crescimento de 14,4%.
A participação de Alagoas nas exportações totais do país em 2025 é de 0,24%, enquanto nas importações corresponde a 0,37%. O estado ocupa a 21ª posição no ranking nacional de exportações e a 20ª colocação entre os que mais importaram no acumulado do ano.
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