
Puxado pelo aumento de voos domésticos e pela ampliação de conexões com o exterior, o Nordeste tem consolidado sua presença no cenário da aviação comercial brasileira. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nesta sexta-feira (18), os aeroportos de Recife, Salvador e Fortaleza figuraram entre os dez com maior movimentação de passageiros do país em junho de 2025. Já em Alagoas, o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares cresceu acima da média nacional tanto no semestre quanto no mês de junho, impulsionado pelo aumento no fluxo de passageiros.
De acordo com o levantamento da ANAC, o Brasil transportou 10,4 milhões de passageiros em junho, número 11,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Somente em voos nacionais foram 8,2 milhões de viajantes (alta de 11,2%), enquanto os internacionais somaram 2,2 milhões (crescimento de 12,8%), o melhor desempenho para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2000.
O Aeroporto Internacional do Recife (PE) foi o mais movimentado do Nordeste em junho, ocupando a 7ª colocação nacional, com 754,7 mil passageiros transportados. Salvador (BA) aparece logo atrás, em 8º lugar, com 603 mil embarques e desembarques, seguido por Fortaleza (CE), na 10ª posição, com 500,5 mil passageiros. Os dados consideram tanto voos domésticos quanto internacionais.
A liderança da capital pernambucana entre os aeroportos nordestinos reflete sua posição estratégica como hub regional, com voos diretos para capitais do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e outras cidades do próprio Nordeste, além de conexões internacionais para América Latina e Europa.
Aeroporto de Maceió cresce acima da média nacional

Embora ainda fora do ranking dos dez terminais mais movimentados do país, o Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió, registrou um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2025. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Turismo de Alagoas (Setur), foram 1.442.270 passageiros entre janeiro e junho, número 14,62% superior ao registrado no mesmo período de 2024.
No mês de junho, o terminal também superou a média nacional: foram 218.231 passageiros, contra 189.387 no ano anterior, o que representa um crescimento de 15,23%, acima dos 11,5% registrados no país no mesmo intervalo.
Apesar de ainda representar uma fatia pequena do total de passageiros, o fluxo internacional vem ganhando importância em Maceió. No primeiro semestre, o número de estrangeiros desembarcando no estado cresceu 69,2%, com destaque para turistas da Argentina, Portugal, Uruguai, Itália e Alemanha. A Secretaria de Turismo de Alagoas atribui o resultado ao esforço de promoção internacional do destino e à ampliação das conexões com voos regulares da América do Sul e Europa.
A secretária de Estado do Turismo, Bárbara Braga, destaca a articulação com operadoras aéreas, participação em feiras internacionais e investimentos em capacitação como fatores que vêm potencializando o desempenho do setor.
“Trabalhamos diariamente para que o turismo alagoano sempre esteja com o protagonismo que merece. Nosso trabalho vai além da captação de novos voos: investimos na infraestrutura, capacitamos agentes de viagens e promovemos o destino em diferentes mercados”, afirmou.
Aviação brasileira em recuperação sustentada
Com 61,8 milhões de passageiros transportados no primeiro semestre de 2025, a aviação civil brasileira consolida uma trajetória de recuperação e expansão. O número representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Desse total, 48 milhões foram registrados em voos domésticos, enquanto 13,8 milhões corresponderam a viagens internacionais.
Os dados de junho reforçam essa tendência de alta, com avanços significativos tanto na oferta quanto na demanda. A demanda por voos no mercado doméstico cresceu 14,5% em comparação a junho do ano passado, enquanto a demanda internacional aumentou 11,6%. A oferta de assentos também subiu: 16,9% no mercado interno e 12,4% no segmento internacional.
A única retração registrada no período foi no transporte de cargas, que caiu 5,8% em relação a junho de 2024. A queda acompanha uma tendência global de desaceleração no segmento logístico, especialmente no mercado doméstico, onde a redução foi de 12,2%.
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