- Publicidade -

Origem anuncia investimento de US$ 700 mi em gás e termelétricas em AL

Projeto de estocagem subterrânea da Origem recebeu licença do IMA; plano da companhia inclui construção de usinas com 500 MW até 2030
- Publicidade -
gasoduto-da-TAG-1536x1024
Gasoduto da TAG, empresa que é parceira da Origem no projeto de estocagem em Alagoas/Foto: divulgação

A Origem Energia recebeu, nesta terça-feira (15), a licença ambiental prévia do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) para implantação do seu projeto pioneiro de Estocagem Subterrânea de Gás Natural (ESGN), no município de Pilar. O investimento previsto para o projeto é de US$ 200 milhões. Além da estocagem, a empresa pretende aplicar outros US$ 500 milhões na construção de usinas termelétricas em Alagoas até 2030.

Segundo o CEO da Origem, Luiz Felipe Coutinho, a empresa deve totalizar um investimento de US$ 700 milhões no estado. “O objetivo é tornar Alagoas a grande bateria do sistema elétrico brasileiro”, afirmou o CEO.

O anúncio da concessão da licença ambiental foi feita pelo presidente do IMA Alagoas, Gustavo Lopes, durante o evento Origem 360 Alagoas – Caminhos para a Segurança Energética, realizado em Maceió.

Investimentos da Origem

A expectativa é de que as primeiras usinas tenham capacidade de 500 MW, com construção condicionada ao resultado do próximo Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP). “Esperamos que o estado seja vencedor desse leilão e que possamos trazer este investimento para a população alagoana”, acrescentou Coutinho.

Desde que assumiu o Polo Alagoas, em 2022, a Origem tem investido em média US$ 120 milhões ao ano na revitalização da produção de óleo e gás no estado. O volume diário de produção de petróleo equivalente saltou de 3,5 mil para 15 mil barris. No caso do gás natural, a produção passou de 300 mil para 1,6 milhão de metros cúbicos por dia, com meta de atingir 2 milhões de m³.

Alagoas como polo energético

O projeto de estocagem da Origem será realizado em parceria com a TAG, que será responsável pelos investimentos em infraestrutura complementar. A estrutura de Pilar reunirá reservatórios depletados, poços perfurados e dutos conectados à malha nacional, além do gás de colchão necessário para viabilizar a operação.

Na primeira fase, a capacidade será de 106 milhões de metros cúbicos por ano. No longo prazo, esse volume poderá chegar a 500 milhões de m³/ano.

De acordo com Coutinho, a empresa aguarda autorização da Agência Nacional do Petróleo para iniciar as operações ainda este ano. “Apesar de ser uma tecnologia com mais de 100 anos no mundo, ela é pioneira no Brasil. Trabalhamos há mais de três anos na estruturação do projeto e na criação de uma regulação que atenda às necessidades do mercado”, afirmou.

A combinação entre estrutura logística, malha de dutos conectada e produção em crescimento consolida Alagoas como peça central na segurança energética do país.

“O estado pode receber gás de qualquer lugar do Brasil e devolvê-lo também para qualquer destino. Isso torna Alagoas único para prover segurança energética ao país”, concluiu o CEO da Origem.

Leia também:

Investimento bilionário posicionará AL como hub de estocagem de gás natural

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -