Na entressafra da cana, Pindorama amplia produção de etanol de cereais

Cooperativa de Alagoas, Pindorama espera produzir 12 milhões de litros de combustível com milho e sorgo até agosto e anunciou aquisição de novos equipamentos para aumentar capacidade
Usina Pindorama produção etanol de milho
A Pindorama utiliza milho e sorgo para produção de etanol enquanto a próxima safra de cana-de-açúcar não fica disponível. Foto: Usina Pindorama/Divulgação

Por Vanessa Siqueira, de Alagoas

O período de entressafra, que deve durar até o início de agosto, significa que as máquinas estarão a todo vapor na produção de etanol de milho e sorgo na Cooperativa Pindorama, localizada no Litoral Sul de Alagoas. A previsão é que nos próximos quatro meses a produção de combustível proveniente de cereais chegue a 12 milhões de litros.

Segundo o gerente industrial da Cooperativa, Erikson Viana, a cooperativa está realizando algumas melhorias no sistema de produção, o que vai possibilitar a ampliação da produção diária. Estão sendo realizadas uma adaptação nas torres de destilação de álcool e dornas da cana, além da compra de dois novos moinhos vão contribuir para o aumento da capacidade de fabricação do etanol a partir do milho e do sorgo, além do WDG, que é um composto proteico destinado à nutrição animal.

Atualmente, a usina de etanol de cereais da fabrica cerca de 120 mil litros por dia, além da produção de aproximadamente 120 toneladas de WDG. Com as adaptações, Viana afirma que a capacidade de produção de etanol de cereais e WDG basicamente dobrarão. No caso do etanol, estima-se a produção de cerca de 180 mil litros/dia, enquanto a de WDG saltaria para a casa das 200 toneladas/dia.

Além das melhorias, a fabricação de etanol de cereais durante a entressafra da cana-de-açúcar possibilita que o mercado seja abastecido e haja movimento na economia.

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“Estamos com a moagem da cana parada. Apesar desse período de entressafra, que vai perdurar por quatro meses, continuamos fabricando o etanol a partir do milho ou do sorgo. Temos a expectativa de produzir, nesse meio-tempo, cerca de 12 milhões de litros de álcool de sorgo, que é o cereal mais rentável no momento”, disse Erikson.

Usina Pindorama Alagoas
Com as adaptações, a capacidade de produção da Pindorama de etanol de cereais e WDG (um composto proteico destinado à nutrição animal) basicamente dobrarão. Foto: Usina Pindorama/Divulgação

Dados do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Etanol do Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), mostram que até o dia 10 de abril, a safra 23/24 estava andamento no estado com duas das 15 usinas operando.

A cana processada até o momento está em 19,1 milhões de toneladas, sendo que deste total, 15,5 milhões foram destinadas a produção de açúcar (VHP, cristal e refinado) e 3,5 milhões de toneladas para a fabricação de etanol (anidro e hidratado).

Pindorama na economia alagoana

Para o presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, a produção de etanol no período de entressafra é importante para a economia alagoana.

“Essa alternativa do etanol de milho e do sorgo é muito interessante. Em Alagoas e no Nordeste como um todo a safra foi encerrada no final do mês de março, e poucas usinas foram até abril. Nesse período de abril até setembro não há produção na região. Alagoas, por exemplo, se abastece com álcool vindo de outros estados, chegando, naturalmente, com um custo bem mais alto aqui. Então, a ideia de fazer a produção de etanol também nesse período, já que fabricamos etanol de milho ou sorgo durante o ano todo, vai dar continuidade, já que ele independe de outros fatores. Isso é uma coisa muito importante, extremamente rentável para o estado e muito estratégica para nossa Cooperativa”, classificou Klécio.

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