Conheça o OxeTech, a capacitação alagoana de tecnologia e inovação

Governo do Estado já investiu cerca de R$ 2 milhões em 10 laboratórios, além de uma plataforma com cursos EAD, conseguindo formar mais de 1,5 mil jovens e adultos em nove municípios
OxeTech Alagoas
Foto: Secti-AL/Divulgação

Por Vanessa Siqueira, de Alagoas

O mercado da Ciência e Tecnologia segue em expansão mundial a passos largos, sobretudo pela crescente demanda de produtos e soluções para diversos segmentos empresariais. Alagoas tem se inserido neste ecossistema e atuando para preencher uma das principais queixa do setor: mão de obra qualificada. Um dos projetos desenvolvidos entre Estado e municípios é o OxeTech, que já formou mais de 1.500 jovens e adultos em nove municípios do estado.

Segundo a Secretaria da Ciência, da Tecnologia e da Inovação de Alagoas (Secti), o programa OXeTech possui uma plataforma que oferta cursos gratuitos nas áreas de tecnologia e inovação, promove a conexão entre esses estudantes e as vagas de trabalho disponíveis no mercado de trabalho alagoano.

Está em funcionamento 10 laboratórios em Maceió, São Miguel dos Campos, Penedo, Murici, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Traipu, Pão de Açúcar e Batalha. Foram investidos mais de R$ 2 milhões na estruturação das salas de aula que recebem estes futuros profissionais da TI.

De acordo com o secretário da pasta, Silvio Bulhões, há a expectativa de mais duas unidades serem inauguradas. O processo consiste agora em eleger os municípios que irão sediar os laboratórios.

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“O Oxetech é um programa de profissionalização gratuita na área da tecnologia que amplia oportunidades, democratiza e interioriza o aprendizado em uma das áreas que mais cresce no mundo. Ele é o nosso vetor de desenvolvimento e transformação socioeconômica, onde o Governo já investiu cerca de R$ 2 milhões em 10 laboratórios, além da nossa plataforma com cursos EAD”, disse Silvio Bulhões.

Vagas? Temos!

Basta uma procura rápida por vagas de emprego para perceber que as oportunidades em posições ligadas à tecnologia aparecem aos montes. Porém, empresas em todo o mundo alegam a necessidade de se apostar em capacitação e formação qualificada para suprir as demandas de mão de obra.

O Google divulgou ano passado um estudo sobre os principais desafios do mercado de tecnologia no Brasil e aponta que haverá um déficit de 530 mil profissionais até 2025. No documento, há a expectativa que 53 mil profissionais se formem anualmente, mas ainda assim, o número fica abaixo da oferta de vagas.

Entre diversos motivos listados no estudo que contribuem para a escassez de profissionais, estão a falta de pensamento lógico nas escolas e a limitação para pessoas de regiões distantes dos grandes centros urbanos.

Um dos diferenciais dos laboratórios do Oxetech, que em sua maioria estão em cidades do Sertão alagoano, é disponibilizar acesso à internet e cursos das principais ferramentas e lógicas de programação solicitadas nas vagas de emprego atualmente.

Silvio Bulhões, secretário de Tecnologia de Alagoas
Para o secretário da Ciência, da Tecnologia e da Inovação de Alagoas, Silvio Bulhões, o Oxetech democratiza e interioriza o aprendizado em uma das áreas que mais cresce no mundo. Foto: Secti-AL/Divulgação

Oxetech: tecnologia construindo pontes

Findada a etapa de derrubar a parede da falta de conhecimento, o próximo obstáculo a ser transposto por quem busca um emprego é conseguir se conectar com as empresas.

Dentro do site do programa, há dois campos, que facilitam o contato dos alunos dos cursos com empresas alagoanas. As empresas parceiras também podem nesse espaço anunciar suas vagas e encontrar os profissionais disponíveis em Alagoas.

O coordenador soluções digitais do Senai Alagoas, Marcelo Strehl, atua na captação de novos talentos, dando oportunidade de estágio e emprego e destaca a importância de programas de capacitação na área de tecnologia. “Procuramos sempre dar oportunidades a jovens estudantes que estão iniciando no mundo da tecnologia e oferecer a eles oportunidades de capacitação, networking, desafios e crescimento profissional. No setor de Soluções Digitais do Senai foram absorvidos cinco estagiários que participaram da primeira rodada do programa. Atualmente ainda estão no quadro funcional do Senai três destes colaboradores”, disse.

Strehl também alerta para a necessidade de o mercado local conseguir reter os profissionais formados em Alagoas, já que a demanda em várias partes do mundo é alta e muitas vezes, o trabalho pode ser desenvolvido à distância, com boas remunerações.

“Alagoas tem um potencial enorme a ser explorado no campo da tecnologia, conta com boas faculdades, bons profissionais e empresas inovadoras que estão buscando um diferencial competitivo no mercado. Isso demanda cada vez mais a necessidade de mão de obra especializada. O grande desafio das empresas de TI em Alagoas é reter os talentos formados em casa, pois a demanda por profissionais de TI segue em alta no mundo todo, e os jovens talentos acabam muitas vezes optando por desafios em empresas fora do estado ou mesmo internacionais. Oferecer uma trilha de desenvolvimento do profissional associada a desafios, um ambiente de trabalho descontraído e inclusivo e uma visão clara da missão da empresa podem ser diferenciais que os jovens de hoje buscam”, completou.

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