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Ampliação da RNEST e 2º terminal marcam novo ciclo de empregos em Suape

A ampliação da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e novo terminal de contêineres da Maersk marcam transformação em Suape. RNEST dobrará capacidade para 260 mil barris/dia, gerando 10 mil empregos nas obras e 7 mil na operação. Terminal APM começa em julho de 2026 com 1.500 gerados na sua implantação
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presidente de Suape Amando Monteiro Bisneto
Presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, destacou a grande geração de empregos em obras estruturadoras dentro do terminal portuário. Foto: Divulgação

A duplicação da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Ipojuca, deve representar um marco na arrecadação de tributos e na geração de empregos em Pernambuco. A avaliação é do presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, que destacou a magnitude do impacto econômico que será provocado com a ampliação da unidade e a chegada de um novo terminal de contêineres. Em evento de confraternização com a imprensa, ele fez nesta sexta-feira (14) um balanço do ano de 2025 e projetou o novo cenário para a economia pernambucana.

Segundo Monteiro Bisneto, a RNEST já representa cerca de 10% da arrecadação de ICMS em Pernambuco, o que corresponde a R$ 1,6 bilhão por ano. Com a duplicação, esse valor pode praticamente dobrar. “Ipojuca, entre os 250 municípios onde a Petrobras paga ISS, é o quarto que mais arrecada. Hoje são R$ 75 milhões por ano, e esse valor também pode aumentar substancialmente”, afirmou.

A expansão elevará a capacidade de processamento da refinaria de 130 mil para 260 mil barris por dia. A unidade, que está integrada ao Porto de Suape, recebe petróleo e envia diesel com baixo teor de enxofre. Apenas na fase de obras, a construção deve mobilizar mais de 10 mil trabalhadores. “Na operação, a estimativa é de quase 7 mil novos empregos diretos”, acrescentou o presidente.

A duplicação da RNEST está alinhada à estratégia nacional de ampliação da capacidade de refino e redução da dependência de combustíveis importados. Além disso, a movimentação crescente de derivados no porto exige uma estrutura logística compatível com a nova escala de produção.

Novo terminal de contêineres chega em 2026

Outro vetor de crescimento destacado por Monteiro Bisneto é a chegada de um segundo terminal de contêineres, que deverá começar a operar em julho de 2026. O investimento, da ordem de R$ 2,2 bilhões, está sendo realizado pela APM Terminals, subsidiária da Maersk, uma das maiores empresas globais de navegação.

O novo terminal se somará ao Tecon Suape, operado desde 2001 pela ICTSI, de origem filipina. Com a chegada da APM Terminals, a expectativa é que novas linhas marítimas passem a operar no complexo portuário. “Esse terminal será integrado a uma empresa do porte da Maersk, o que naturalmente atrairá novos serviços e conexões para Suape”, disse Monteiro Bisneto. A construção do novo terminal já está em andamento e deve gerar cerca de 1.500 empregos durante sua implantação.

A nova estrutura está inserida em um conjunto mais amplo de obras de modernização previstas até 2027, com investimento de R$ 1,3 bilhão em recursos públicos e próprios, incluindo a construção de dois novos cais, a dragagem do canal interno e melhorias nos píeres de granéis líquidos. Essas intervenções visam preparar o porto para a movimentação de grandes embarcações e ampliar a capacidade operacional em resposta ao crescimento projetado.

Impacto na infraestrutura regional

A Refinaria Abreu e Lima é um dos maiores empreendimentos industriais do Nordeste e desempenha papel estratégico na cadeia de combustíveis da região. A produção local reduz a dependência de importações e fortalece a autonomia energética do Estado. Além disso, o impacto da geração de empregos e tributos reflete não apenas em Ipojuca, mas em toda a Região Metropolitana do Recife.

No mercado nordestino, Pernambuco lidera a arrecadação de ICMS vinculada ao refino de petróleo, com destaque para a contribuição da RNEST. O novo terminal de contêineres também coloca o Porto de Suape em posição estratégica frente a portos como Salvador, Pecém e Maceió, ampliando a competitividade logística do estado.

A infraestrutura reforçada, somada a projetos como a futura fábrica de e-metanol da European Energy e a ampliação do polo farmacoquímico, projeta Suape como eixo central da reindustrialização verde e da logística integrada do Nordeste.

Leia mais: PIB do Nordeste cresce 2,9%, mas renda per capita segue a menor do país

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