
O advogado Carlos Gil Rodrigues Filho foi escolhido pela governadora Raquel Lyra para ocupar a vaga do Quinto Constitucional destinada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A nomeação foi oficializada nesta segunda-feira (3), após a formação da lista tríplice pelo Pleno do Tribunal.
Na votação entre os desembargadores, realizada na tarde de segunda-feira, Carlos Gil e Diana Câmara empataram com 44 votos cada, enquanto Adriana Caribé recebeu 30 votos. A lista foi entregue à governadora pelo presidente do TJPE, Ricardo Paes Barreto, durante reunião no Palácio do Campo das Princesas, com a presença dos três candidatos. No encontro, Raquel Lyra comunicou pessoalmente a decisão a Carlos Gil, que passa a representar a advocacia pernambucana na Corte.
Perfil do novo desembargador
Formado em Direito pela Associação de Ensino Superior de Olinda (AESO) em 2006, Carlos Gil Rodrigues Filho é pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Escola da Magistratura de Pernambuco, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau, e também possui especialização em Direito Eleitoral pela Escola Judiciária Eleitoral de Pernambuco (EJE/PE).
Na advocacia, foi sócio do escritório José David Gil Rodrigues e, desde 2011, dirige o Carlos Gil Advogados, com atuação nas áreas cível e eleitoral. No campo institucional, exerceu o cargo de conselheiro estadual da OAB-PE no biênio 2019–2021 e foi nomeado desembargador eleitoral titular do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) em 2020, sendo reconduzido em 2022.
Durante o processo interno da OAB-PE que antecedeu a escolha pelo tribunal, Carlos Gil foi o candidato mais votado entre os homens, com 5.983 votos, integrando a lista sêxtupla enviada ao TJPE. Sua trajetória combina experiência técnica, atuação institucional e passagem pela Justiça Eleitoral, o que fortaleceu seu perfil para a vaga aberta pelo Quinto Constitucional.
Representatividade no Judiciário
O Quinto Constitucional, previsto na Constituição Federal, garante que um quinto das vagas dos tribunais seja ocupado por representantes da OAB e do Ministério Público, ampliando a pluralidade de origens na composição do Judiciário.
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