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Solar supera R$ 300 bilhões, mas desaceleração acende alerta no setor

A Absolar projeta uma retração de 7% na expansão do setor de energia solar em 2026, que enfrenta entraves como inversão de fluxo e curtailment
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  1. Setor solar acumula R$ 300 bilhões em investimentos e gera mais de 2 milhões de empregos.
  2. Energia solar representa 25,3% da matriz elétrica brasileira, ocupando segunda posição entre fontes energéticas.
  3. Desaceleração esperada de 7% em 2026, com adição de 10,6 GW contra 11,4 GW em 2025.
  4. Cortes em geração excedente e dificuldades de conexão em redes elétricas prejudicam expansão do setor.
  5. Absolar defende regulamentação de armazenamento de energia e incentivos via decretos presidenciais e portarias ministeriais.
investimentos em energia solar no Brasil painéis solare usinas
Energia solar soma 68,8 GW de capacidade instalada e já ocupa a segunda posição na matriz elétrica brasileira, com 25,3% de participação. Foto: Fabio Luis/Click Solar

Os investimentos acumulados em energia solar no Brasil ultrapassaram a marca de R$ 300 bilhões, considerando tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

Apesar do avanço histórico, o setor enfrenta um cenário recente de desaceleração, com queda no ritmo de novos projetos ao longo do último ano. A entidade projeta uma retração de 7% na expansão do setor em 2026. A expectativa é de que sejam adicionados 10,6 GW no ano, abaixo dos 11,4 GW registrados em 2025.

Entre os principais fatores para a desaceleração estão cortes na geração de usinas renováveis que produzem energia excedente, sem compensação financeira aos empreendedores, e dificuldades de conexão para pequenos sistemas, relacionadas à capacidade das redes elétricas.

Principais números do setor:

• Investimentos acumulados: mais de R$ 300 bilhões;

• Empregos gerados: mais de 2 milhões na última década;

• Capacidade instalada: 68,6 gigawatts (GW) em operação;

• Arrecadação pública: R$ 95,9 bilhões;

• Participação na matriz elétrica: 25,3% (segunda maior fonte do país).

O crescimento ocorre mesmo diante de uma retração significativa em 2025. Segundo o levantamento, a potência adicionada à matriz energética caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte.

A presença da energia solar se espalha por todo o território nacional, com usinas de grande porte em diversas regiões e sistemas de geração distribuída instalados em mais de 5 mil municípios.

Ranking por estados:

Geração centralizada (grandes usinas solares):

• Minas Gerais: 8,6 GW;

• Bahia: 2,9 GW;

• Piauí: 2,4 GW.

Geração distribuída (pequenas usinas e telhados):

•  São Paulo: 6,5 GW;

•  Minas Gerais: 5,8 GW;

•  Paraná: 4,2 GW.

Entraves para o setor de energia solar

Na avaliação da Absolar, os entraves recentes limitaram o potencial de crescimento do setor, resultando em fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de empregos. 

Segundo a presidente eleita do conselho da entidade para o período 2026–2030, Barbara Rubim, a prioridade será promover uma expansão sustentável da fonte solar, com foco em melhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de energia e incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento e hidrogênio verde.

Entre os principais pontos defendidos pela entidade, estão a regulamentação do armazenamento de energia elétrica junto ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Conforme a associação, as medidas podem ser feitas de forma infralegal, por meio de decretos presidenciais ou portarias de ministérios, sem a necessidade de aprovação de projetos de lei ou de medidas provisórias no Congresso.

A entidade também defende alterações para estimular projetos de armazenamento de energia solar no regime especial a setores da economia incluídos na reforma tributária. 

Fundada em 2013, a Absolar reúne empresas e instituições de toda a cadeia da energia fotovoltaica e atua na articulação do setor em prol da transição energética no Brasil.

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