
Os consumidores das distribuidoras de energia de Pernambuco, a Neoenergia , e de Alagoas, a Equatorial terão reajustes nas tarifas aprovados pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que entrarão em vigor, respectivamente, nesta quarta-feira (29) e no dia 03 de maio. A média do aumento do consumidor residencial foi 3,41% para os pernambucanos e 4,71% para os alagoanos. Para os clientes industriais, os percentuais foram mais altos e nas fábricas eletrointensivas o aumento será de 32,36% em Pernambuco, enquanto em Alagoas consumidores de indústrias médias ou shoppings terão um reajuste de 16,21%. São 5,8 milhões de unidades consumidores que terão suas contas reajustadas.
O reajuste médio da conta de luz dos pernambucanos foi menor, porque houve um reconhecimento dos recursos do Uso do Bem Público (UBP) – uma espécie de royalties pago por hidrelétricas – no valor R$ 411 milhões que foram antecipados e entraram no cálculo do reajuste a pedido da Neoenergia Pernambuco no dia 16 de abril. Estes recursos foram destinados ao pagamento da Conta de Desenvolvimento Econômico (CDE), um encargo setorial que banca vários subsídios e é cobrado na conta de todos os consumidores.
Os recursos do UBP tiveram um efeito de -5,01% na conta dos pernambucanos. Já o CDE Uso – cobrado para compensar os subsídios no uso das redes teve uma alta de 35% na conta dos pernambucanos.
A alta tensão – formada por grandes consumidores – teve uma alta média de 7,19%, sendo que alguns clientes deste grupo vão ter um reajuste de 32,36% no caso dos eletrointensivos (chamados de A1 pela Aneel), indústrias que consomem muita energia, como foi citado acima. Os outros grandes clientes indústria pernambucana terão os seguinte reajustes: -2,14 (grandes empreendimentos, A2); 22,28% consumidores como shoppings – A3- e 3,64% para empresas de médio e pequeno porte, classificadas como A4. O efeito médio para o consumidor será de 4,25%,- incluindo os grandes (que recebem a energia em alta tensão) e os consumidores (que usam a baixa tensão).
Sediada em Recife, a Neoenergia Pernambuco atende cerca de 4,23 milhões de unidades consumidoras espalhadas por todo o Estado, sendo 3,8 milhões de unidades residenciais, 8.174 indústrias e 224 mil estabelecimentos comerciais. Ainda em Pernambuco, os clientes residenciais, industriais e comerciais têm uma participação no consumo, respectivamente, de: 42,5%; 32,6% e 11,3%.
Reajuste da conta de luz dos alagoanos
Em Alagoas, o efeito médio para o consumidor será de 5,43%. Entre os grandes clientes, o maior aumento foi a alta tensão, que inclui indústrias, terá alta de 7,80%. Naquele estado, os clientes como shoppings de porte médio terão um reajuste de 16,21% e as empresas de pequeno e médio porte ficarão com 6% de aumento. De acordo com informações da Aneel, os índices aprovados foram reduzidos pela aplicação de diferimento tarifário, mecanismo que permite postergar para ciclos futuros custos reconhecidos no reajuste e diminuir o impacto imediato na conta de luz.
De acordo com a ANEEL, os fatores que mais impactaram o cálculo do reajuste da Equatorial Alagoas foram os encargos setoriais e os custos de aquisição de energia.
O reajuste da conta de luz ocorre de forma diferenciada, dependendo do tipo de consumidor. Somente pra ficar mais didático, no reajuste são calculadas todas as despesas da distribuidora e os respectivos aumentos que ocorreram no perído de referência, que são os últimos 12 meses , encerrando um mês antes da entrada em vigor do reajuste. Também são repassados para os consumidores finais as variações com a compra de energia e também com a sua transmissão.
No Nordeste, 19,3 milhões de unidades consumidoras terão reajuste na conta de luz em abril e maio. Além de Alagoas e Pernambuco, o serviço também ficou mais caro, no último dia 22, para os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Sergipe.
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