
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou os reajustes da conta de luz para 13,5 milhões de unidades consumidoras das distribuidoras Neoenergia Cosern, Energisa Sergipe, Neoenergia Coelba e Enel do Ceará. Os aumentos, em média, para o consumidor residencial – de baixa tensão – são, respectivamente os seguintes: 3,74%; 5,24%;4,19% e 4,67%. Os novos valores entram em vigor a partir desta segunda-feira (22). Também na próxima segunda-feira (29), os consumidores pernambucanos terão um aumento.
Todos os reajustes são revisões tarifárias anuais. Ou seja, é basicamente a reposição da inflação, o repasse do aumento do preço da energia comprada pelas distribuidoras, além de aumentos como o de encargos, como a Conta de Desenvolvimento Econômico (CDE). A inflação oficial do País – apontada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que deve ficar em 4,36%, segundo o Relatório Focus do Banco Central divulgado na segunda-feira (06/04).
Em todas as distribuidoras citadas acima, os percentuais de aumento maiores ficaram com os consumidores de alta tensão, como as grandes indústrias, que foram os seguintes, na média: 10,90% no Rio Grande do Norte; 12,36% em Sergipe; 10,21% para a Bahia e 9,61% para o Ceará.
O aumento da conta de luz é diferenciado, dependendo do tipo de consumidor: residencial, indústrias médias, indústrias grandes etc. As indústrias mais eletrointensivas basicamente não compram mais energia das distribuidoras, porque já adquirem no mercado livre, podendo escolher a empresa da qual vão comprar a energia.
Os reajustes citados acima são mais para os consumidores cativos que têm que comprar da distribuidora que oferece o serviço numa determinada área, isso inclui 100% dos consumidores residenciais, com exceção apenas daqueles que geram sua própria energia.
O que impactou o reajuste na conta de luz das quatro distribuidoras
A Neoenergia Cosern atende mais de 1,6 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios do Rio Grande do Norte, e o efeito médio do aumento foi de 5,40%, sendo 10,90% para alta tensão. Uma unidade consumidora é formada por uma residência ou pequenos estabelecimentos.
Segundo informações da Aneel, os índices da distribuidora potiguar foram reduzidos pelo diferimento tarifário, mecanismo que posterga custos para ciclos futuros. Isso pode significar um aumento maior nos próximos anos.
A Energisa Sergipe fornece energia para mais de 919 mil unidades consumidoras e o efeito médio do reajute da distribuidora foi 6,86%. Lá, o reajuste foi impactado por custos com encargos setoriais, transporte, distribuição e aquisição de energia, de acordo com informações da Aneel.
Já a Neoenergia Coelba leva o serviço a 6,92 milhões de unidades consumidoras na Bahia e o efeito médio do aumento foi de 5,85%, com a alta sendo influenciada por encargos setoriais, transporte e compra de energia.
Responsável pelo fornecimento de energia a 4,11 milhões de unidades consumidoras, a Enel do Ceará teve o efeito médio do reajuste em 5,78%. Os itens que mais contribuíram para o aumento dos consumidores cearenses foram os custos com encargos setoriais, transmissão e aquisição de energia.
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