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Cidades médias devem liderar o crescimento do Nordeste a partir de 2026

Agricultura, saneamento e logística vão puxar o crescimento do Nordeste nos próximos anos, segundo o economista chefe do BNB, Rogério Sobreira
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Economista chefe do BNB, Rogério Sobreira, aponta os setores e cidades que vão puxar o crescimento do Nordeste a partir de 2026. Foto: Banco do Nordeste/Divulgação

As cidades de porte médio vão puxar o crescimento da economia do Nordeste em 2026 e nos próximos anos, segundo o economista-chefe do Banco do Nordeste (BNB), Rogério Sobreira. Na opinião dele, os setores que vão puxar o crescimento da região são a expansão agrícola, projetos de infraestrutura, energia renovável e de novos negócios.

Segundo Sobreira, estas cidades de porte médio estão na área do Matopiba – retirando o Tocantins – e também na área da caatinga. O Matopiba é uma região formada por áreas do Sul do Maranhão e do Piauí e oeste da Bahia. “A caatinga tende a ser uma área importante para a expansão agrícola da região com outro perfil diferente do Matopiba”, resume Rogério.

O economista argumenta que há espaço para expansão de culturas como milho e oleaginosas, de forma complementar a outras regiões do país, como a do Matopiba.

Os serviços de saneamento básico serão outro fator relevante para o crescimento da região, de acordo com Sobreira. Ele cita que estados como Maranhão, Piauí, Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte ainda têm grande potencial de expansão das redes de água tratada e esgotamento sanitário. Por exemplo, Pernambuco e Alagoas tem novas concessionárias que vão explorar o serviço e já se comprometeram a realizar investimentos novos. “É uma imensa avenida de possibilidades”, aponta.

Em termos de logística, ele cita que a conclusão da Transnordestina vai possibilitar o escoamento da produção de parte do Matopiba – formada pelos Estados do Nordeste – por Pecém. “Falta uma pequena parte da conclusão da Transnordestina para Pecém”, comenta Sobreira, argumentando que pode também ocorrer uma conexão entre a Transnordestina e Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) que começa no litoral baiano e vai chegar até o Tocantins.

Sobreira também acredita que o Porto de Pecém vai se tornar mais competitivo – com a conclusão da Transnordestina – por estar mais próximo dos mercados da Europa, Ásia e Estados Unidos.

A transição energética e a chamada indústria verde também aparecem como possibilidades de provocar o crescimento econômico na região. O economista cita que o powershoring pode atrair indústrias intensivas em energia para perto das áreas de geração renovável, reduzindo perdas e estimulando a industrialização verde, incluindo hidrogênio verde, SAF e e-metanol.”É um cardápio enorme de possibilidades para a região. Não é tudo isso que vai se materializar, mas se uma parte disso se implantar, já vai mudar o perfil da região.

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