
Os financiamentos do Banco do Nordeste (BNB) voltados a projetos integrados à Nova Indústria Brasil (NIB) atingiram o montante de R$ 2,3 bilhões entre janeiro e abril de 2026. A aplicação desses recursos foca no suporte a cadeias produtivas sustentáveis, em obras de infraestrutura para melhoria da qualidade de vida e em planos de descarbonização em toda a área sob responsabilidade do banco, que compreende a região Nordeste e porções de Minas Gerais e do Espírito Santo.
As contratações realizadas nos primeiros quatro meses do ano concentraram seus maiores volumes na chamada Missão 3, que engloba as frentes de infraestrutura, moradia e também mobilidade sustentáveis, somando R$ 1,12 bilhão.
Na sequência dos repasses operados pela instituição, a Missão 1, focada em cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, registrou R$ 704,8 milhões, enquanto as Missões 5 e 2 receberam R$ 270,8 milhões e R$ 213,3 milhões, respectivamente.
Alinhamento com a agenda ambiental do país
A divulgação dos indicadores financeiros ocorre em um momento de debate público voltado à celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho. O presidente da instituição financeira, Paulo Câmara, ressaltou a relevância desses aportes diante do cenário de transição ecológica que o mercado produtivo nacional atravessa.
O executivo apontou as estratégias seguidas pela instituição na gestão das linhas de crédito concedidas. Segundo Paulo Câmara, a atuação do Banco está alinhada às diretrizes nacionais de desenvolvimento produtivo e sustentável.
Pernambuco avança em metas de transição energética
A distribuição territorial da política industrial gerou repasses para todas as unidades federativas atendidas pela instituição financeira. No estado de Pernambuco, o primeiro quadrimestre deste ano movimentou mais de R$ 130 milhões em contratos, sendo R$ 72 milhões para agroindústria, R$ 10,4 milhões para o setor de saúde e R$ 48 milhões para a bioeconomia.
Com o desempenho recente, o território pernambucano consolidou um fluxo de investimentos expressivo vindo do banco oficial de desenvolvimento.
Desde que a política governamental da NIB foi formalmente instituída, no ano de 2023, o estado já captou um acumulado histórico superior a R$ 3,6 bilhões.
Fábrica em Belo Jardim adota modelo de impacto verde
Um exemplo da aplicação prática desses recursos industriais no Agreste pernambucano ocorre no município de Belo Jardim. A empresa Baterias Moura inaugurou, no decorrer de 2025, sua Unidade 14 utilizando os recursos financiados pelo Banco do Nordeste para estruturar uma operação fabril focada na redução de resíduos poluentes.
A nova planta fabril opera com reciclagem integral do ácido das baterias usadas e sistema de captação pluvial para reutilização da água da chuva.
Além disso, o parque fabril garante autossuficiência por meio de matriz energética 100% renovável, somando-se à capacidade da empresa de reciclar todo o chumbo e o plástico dos produtos que disponibiliza comercialmente.
Banco registra R$ 38 bilhões em financiamentos acumulados
O programa nacional estipula metas de longo prazo com execução prevista até o ano de 2033, divididas em frentes que priorizam sustentabilidade, redução das assimetrias regionais e modernização das cadeias de suprimentos.
No total, o BNB já direcionou mais de R$ 38 bilhões a projetos enquadrados na NIB desde o início do programa em 2023.
A divisão histórica desse montante bilionário revela que a Missão 5, voltada à transição energética, recebeu R$ 14,4 bilhões. A área de infraestrutura urbana e mobilidade concentrou cerca de R$ 15,6 bilhões, enquanto os segmentos de saúde e cadeias agroindustriais absorveram R$ 1,5 bilhão e R$ 6,6 bilhões do total de recursos liberados pela instituição.
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