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Trump anuncia que Irã cedeu e aceitou barrar armas nucleares

​Presidente dos EUA afirma que Líder Supremo do país participa de tratativas para encerrar as hostilidades no Oriente Médio
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~3:21
  1. Trump declara que Irã aceitou abrir mão de arsenal nuclear em conversas com Casa Branca.
  2. Atividades nucleares iranianas permanecem como ponto central para encerramento dos combates entre países.
  3. Irã assinou acordo internacional em 2015 que estabelecia limites ao enriquecimento de urânio.
  4. Trump retirou EUA do tratado nuclear em 2018, retomando sanções econômicas severas contra Teerã.
  5. Inteligência americana apontava em 2024 que Irã ainda não havia montado efetivamente artefato nuclear.
Donald Trump
Apesar de Trump ter apresentado diferentes motivos para o início das hostilidades com Teerã, as atividades nucleares da República Islâmica continuam sendo o ponto central das discussões para estabelecer o fim dos combates. Foto: Daniel Torok/Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou publicamente que o Irã aceitou abrir mão da posse de armas nucleares. A declaração foi feita durante uma entrevista a um podcast, oportunidade na qual o líder norte-americano também ressaltou que o aiatolá iraniano está participando ativamente das conversações com a Casa Branca.

​De acordo com Trumo, os iranianos já manifestaram conformidade em relação à não manutenção de um arsenal atômico. Apesar de o político ter apresentado diferentes motivos para o início das hostilidades com Teerã, as atividades nucleares da República Islâmica continuam sendo o ponto central das discussões para estabelecer o fim dos combates.

Origens da desconfiança e o acordo de 2015

​A tensão entre Washington e Teerã a respeito do desenvolvimento tecnológico e militar é antiga. Conforme levantamento técnico produzido pelo Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA (CRS), as agências americanas manifestam preocupações formais a respeito do refino e enriquecimento de urânio por parte de Teerã desde o início dos anos 2000.

​Para tentar solucionar o impasse de forma multilateral, o governo iraniano assinou, em 2015, o Plano de Ação Conjunto Global, conhecido pela sigla JCPOA.

O mecanismo internacional, firmado junto a potências globais, estabelecia tetos rígidos para o enriquecimento de minério por um período de 15 anos e autorizava vistorias frequentes de técnicos da Organização das Nações Unidas (ONU).

​No entanto, a estrutura ruiu em 2018, quando Trump retirou os Estados Unidos do tratado durante seu primeiro mandato, retomando severas sanções econômicas. Esse rompimento unilateral gerou anos de desgaste diplomático e fez com que o Irã voltasse a acelerar gradativamente suas atividades de processamento de urânio.

Escalada militar recente até as negociações atuais

A atual fase diplomática ocorre após uma forte escalada militar na região. Washington e Teerã mantinham contatos sobre as restrições atômicas antes que forças dos Estados Unidos e de Israel desfechassem ataques diretos contra Teerã.

A meta fixada por Trump era impedir permanentemente o acesso do país asiático à tecnologia militar nuclear, mesmo com os protestos iranianos de que seus projetos tinham fins pacíficos.

​Mesmo com o fim do pacto original e o avanço das tensões nos últimos anos, análises de inteligência dos Estados Unidos divulgadas em 2024 ponderavam a real situação do país persa.

O documento técnico apontava que o Irã não havia iniciado a montagem efetiva de um artefato nuclear, embora tivesse avançado em processos que facilitariam a fabricação rápida caso a liderança emitisse essa ordem.

Alerta global e relatórios da agência atômica da ONU

​Em manifestações posteriores ao início das incursões aéreas de norte-americanos e israelenses, o diretor da agência nuclear da ONU, Rafael Grossi, ponderou que o governo iraniano não estava a poucos dias ou semanas de concluir uma bomba.

O diplomata reconheceu o recolhimento de quantidades expressivas de material com pureza quase militar e criticou a falta de transparência nas inspeções.

​Apesar das críticas sobre as vistorias, o chefe da agência internacional esclareceu que a instituição nunca localizou evidências de um plano estruturado para fins bélicos.

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