
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) abriu a Consulta Pública nº 01/2026 para receber contribuições sobre o projeto da Barragem Engenho Maranhão, empreendimento estratégico para ampliar a segurança hídrica de Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e do Complexo Industrial Portuário de Suape.
Planejada desde a década de 1970, a barragem será estruturada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), em modelo considerado pioneiro no Brasil para esse tipo de obra. O investimento total será superior a R$ 1,1 bilhão.
Desse montante, R$ 340 milhões serão destinados à construção da barragem e R$ 753 milhões à operação do sistema ao longo de 30 anos. A estimativa é de que o empreendimento beneficie cerca de 310 mil habitantes, além de contribuir para a contenção de cheias na região de Ipojuca.
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A consulta pública ficará aberta entre 6 de julho e 6 de agosto de 2026. Durante esse período, cidadãos, especialistas, empresas, representantes do poder público, instituições acadêmicas e demais interessados poderão analisar os documentos do projeto e apresentar sugestões, questionamentos e contribuições.
Segundo a Compesa, essa etapa tem como objetivo garantir transparência, participação social e aperfeiçoamento da modelagem antes da publicação do edital de licitação.
Os documentos incluem minutas, anexos, estudos referenciais e demais informações sobre o projeto. As contribuições deverão ser enviadas exclusivamente para o e-mail disponibilizado pela companhia até o encerramento da consulta, em 6 de agosto.
Audiência pública será realizada em Suape
Como parte do processo, a Compesa também realizará uma audiência pública presencial no dia 27 de julho de 2026, das 14h às 16h, no auditório do Centro Administrativo de Suape.
O encontro será transmitido ao vivo pelo canal oficial da companhia no YouTube, ampliando a participação de interessados que não puderem comparecer presencialmente.
A iniciativa é coordenada pela Compesa e conta com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Caixa Econômica Federal, da Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento e da Secretaria de Projetos Especiais. A modelagem foi elaborada pelo Consórcio Vernalha Pereira–Profill–Galípolo, responsável pelos estudos técnicos do empreendimento.
De acordo com Douglas Nóbrega, diretor presidente da Compesa, o projeto deverá reforçar o abastecimento de água e ampliar a proteção da população contra enchentes. “O empreendimento vai garantir mais segurança no abastecimento de água e mais proteção para a população da região por unir segurança hídrica e controle de cheias em uma solução pioneira e estruturadora”, afirmou.
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