
Ficou mais caro exportar, não apenas porque as tarifas subiram, mas pela necessidade de atender regras cada vez mais complexas impostas pelos mercados compradores. Relatório divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostra que o comércio internacional passou a depender cada vez mais da capacidade de cumprir normas técnicas, sanitárias, ambientais e regulatórias que variam de país para país. Para pequenas e médias empresas, o impacto é ainda maior.
Hoje, o maior peso sobre o comércio global recai nas chamadas Medidas Não Tarifárias (NTMs), como exigências técnicas, certificações, padrões sanitários, ambientais e procedimentos administrativos, que já representam um custo superior às tarifas tradicionais para 88% das economias do mundo. Segundo a UNCTAD, países em desenvolvimento enfrentam um “duplo fardo”: além do aumento das tarifas, precisam arcar com elevados custos de adequação regulatória.
Regiões como América Latina e Sul da Ásia praticamente dobraram os custos tarifários sobre suas exportações. Já os países menos desenvolvidos chegam a perder cerca de 10% das exportações destinadas ao G20 por não conseguirem cumprir as exigências regulatórias. Em muitos casos, testes laboratoriais e certificações exigidas pelos países importadores não estão disponíveis localmente, obrigando empresas a enviar produtos ao exterior para homologação, elevando custos e ampliando prazos.
Outro entrave relevante é a baixa transparência das regras comerciais. Muitas empresas sequer conseguem identificar claramente quais exigências se aplicam aos seus produtos. Segundo a UNCTAD, melhorar a transparência das medidas não tarifárias poderia reduzir em cerca de 19% os custos relacionados ao comércio internacional.
Esse cenário ocorre num momento de aumento das incertezas no comércio global. Relatórios recentes da UNCTAD apontam que o crescimento do comércio mundial deve desacelerar em 2026 diante das tensões geopolíticas, novas barreiras comerciais e desafios logísticos que afetam cadeias de suprimentos em diferentes regiões.
Peso da logística na exportações
Para Ronaldo Felix, especialista em logística e diretor de Operações da Saygo Group, muitas empresas ainda tratam a logística apenas como uma etapa operacional. Para ele, em momentos de maior pressão sobre as cadeias globais, a logística se torna um fator estratégico e requer planejamento para evitar maiores custos e ampliar previsibilidade. Por isso, ferramentas de monitoramento em tempo real e análises preditivas vêm ganhando espaço entre empresas do comércio exterior.
Nesse cenário, ganha destaque o acordo Mercosul-União Europeia. Embora o tratado tenha avançado na redução gradual de tarifas, o principal desafio passa justamente pelas chamadas Medidas Não Tarifárias (NTMs), especialmente as exigências ambientais, sanitárias e de rastreabilidade impostas pelos europeus.
O problema é que, sem apoio técnico e financeiro, muitos exportadores de países em desenvolvimento podem ter dificuldade para atender às novas exigências. Neste novo cenário, competitividade internacional não depende mais apenas de preço ou produtividade. Cada vez mais, ela está ligada à capacidade de adaptação regulatória, planejamento logístico e inteligência operacional.

Regime Emergencial
Pernambuco aderiu ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis criado pelo governo federal para evitar problemas no fornecimento de combustíveis no país. Na prática, o Estado autorizou a realocação de R$ 46,8 milhões do orçamento para poder participar das ações emergenciais. A medida funciona como uma espécie de “plano de contingência” para garantir diesel, gás de cozinha e outros combustíveis caso ocorram crises internacionais ou risco de desabastecimento.
Networking e tendências
Arquitetos convidados pela Antonino Brasil participarão, no dia 11 de junho, da apresentação institucional da espanhola Neolith com a presença do vice-presidente da marca, Michele Ballarini, e a nova gerente para América Latina, Adriana Macedo.
Medalha
A FIEPE realiza no próximo dia 9 de junho, às 18h, na Casa da Indústria, a cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Industrial da FIEPE e da Ordem do Mérito Industrial da CNI. Neste ano, serão homenageadas as empresas ASA, PITÚ e T&A Construção Pré-Fabricada, além do empresário Gerson de Aquino Lucena Júnior. A solenidade será conduzida pelo presidente da entidade, Bruno Veloso.
Green Sea
A D.Albuquerque Empreendimentos vem ampliando seus investimentos no litoral de Pernambuco e Alagoas com projetos residenciais de alto padrão voltados ao turismo e à valorização patrimonial. A empresa, que integra o Albuquerque Group, iniciou sua atuação em Tamandaré, onde desenvolve a linha Green Sea. Segundo o empresário Bruno Albuquerque, os investimentos da empresa seguem a trilha do turismo e da demanda por locações de temporada, que fortalecem o potencial de rentabilidade dos investimentos imobiliários no Nordeste.
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