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Entre 1% e 2,3%: o que explica a diferença nas projeções para o PIB do Nordeste

A estimativa mais conservadora é a do Bradesco, que projeta crescimento de 1% para o PIB do Nordeste em 2026
Patricia Raposo
Patricia Raposo
De Recife CEO do Movimento Econômico [email protected]
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Petrobras Refinaria Abreu e Lima modernização do Trem 1
Fim das paradas técnicas nas refinaria, como na Rnest, podem ajudar no bom desempenho do PIB regional/ Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O crescimento do Nordeste em 2026 pode variar entre 1% e 2,3%, a depender da instituição que faz a projeção. Em dois cenários, a região cresce acima da média nacional. É o caso da Tendências Consultoria e do Banco do Brasil. Em um panorama de desaceleração da economia brasileira, cuja expansão deve ficar entre 1,5% e 2% no próximo ano, a diferença de leitura sobre o desempenho nordestino merece atenção.

A projeção mais otimista é a da Tendências Consultoria, presidida por Gustavo Loyola, que estima alta de 2,3% para o PIB regional. A avaliação é que, mesmo com o arrefecimento do PIB nacional para 1,6%, Norte, Nordeste e Centro-Oeste crescerão acima da média.

No caso nordestino, o suporte viria do mercado de trabalho ainda resiliente e do setor de serviços, além do aumento da renda disponível impulsionado por programas sociais e pela reforma do Imposto de Renda. A indústria também teria recuperação, com o fim de paradas técnicas em refinarias de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. No campo, a expectativa é de desempenho relativamente positivo, com destaque para a retomada da cana-de-açúcar.

O Banco do Brasil apresenta uma visão intermediária, com crescimento de 2,2% para o Nordeste, ligeiramente acima da média nacional projetada em 2%. O relatório ressalta diferenças internas entre os estados e aponta, por exemplo, a Paraíba com expansão estimada em 3,5%, atrás apenas do Ceará na região. O banco reconhece a contribuição do agronegócio e de segmentos industriais específicos, mas considera que o ambiente de juros ainda elevados e a moderação do consumo limitarão um avanço mais robusto.

A estimativa mais conservadora é a do Bradesco, que projeta alta de apenas 1% para o PIB nordestino em 2026. O principal argumento é o maior patamar de desemprego da região, atualmente acima da média nacional, o que tende a restringir o consumo das famílias – são 8,1% contra 5,8%, segundo os últimos dados da Pnad trimestral.

Para o banco, mesmo com benefícios fiscais e políticas de transferência de renda, o cenário de crédito restritivo e juros elevados deve afetar de forma mais intensa economias com maior dependência do consumo interno.

Histórico do PIB

O histórico recente mostra que o Nordeste tem acompanhado o ritmo do país. Após a queda de 4,1% em 2020, cresceu 3,5% em 2021 e 3,4% em 2022. Em 2023, segundo o IBGE, avançou 2,9%, pouco abaixo da média nacional de 3,2%. A trajetória indica capacidade de recuperação, mas também forte correlação com o ciclo econômico brasileiro.

A amplitude das projeções para 2026 revela que o desempenho regional dependerá essencialmente de três fatores: manutenção do emprego e da renda, comportamento do crédito em ambiente de juros ainda elevados e desempenho do agronegócio e da indústria extrativa. A combinação dessas variáveis definirá se o Nordeste ficará mais próximo do cenário de 2,3% ou do crescimento modesto de 1%.

EletroPosto da Kroma
Eletroposto da Kroma/Foto: divulgação

Eletropostos

A Kroma Energia iniciou a operação dos dois primeiros eletropostos do projeto Kroma Conecta na Região Metropolitana do Recife, ampliando a infraestrutura para veículos elétricos. As unidades funcionam no Shopping Guararapes, em Jaboatão, e no Posto Fiji, na Avenida Abdias de Carvalho. Os pontos contam com carregadores rápidos de 80 kW, que reduzem o tempo de recarga. Uma terceira estação será inaugurada nos próximos dias no Posto Ibiza, na Avenida Recife.

Leite fecha as portas

Após 144 anos de funcionamento ininterrupto, o Restaurante Leite, o mais tradicional do Recife e um dos mais antigos do Brasil, fechará as portas temporariamente a partir de 2 de março para uma ampliação de R$ 3 milhões. A obra incorporará o imóvel vizinho e acrescentará 60 novos lugares, incluindo um primeiro andar com vista para o Rio Capibaribe e a Praça Joaquim Nabuco.

Mel do Sertão

O Sertão do Araripe dá mais um passo rumo à valorização de sua produção apícola com a estruturação da Indicação Geográfica do Mel do Sertão do Araripe. O tema será debatido em reunião presencial no próximo dia 26 de fevereiro, das 14h às 16h, na sede do Cisape, na Rodovia PE, em Asa Branca. A iniciativa conta com apoio da Adepe, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e do Sebrae. O objetivo é fortalecer a identidade regional do produto e ampliar sua competitividade no mercado.

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