
A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) prorrogou até o dia 30 de junho o prazo para que produtores rurais realizem a atualização cadastral obrigatória dos rebanhos e propriedades rurais. A decisão foi tomada diante dos índices de adesão ainda considerados baixos em algumas regiões do Estado, especialmente entre criadores de caprinos e ovinos.
A campanha faz parte da política permanente de vigilância sanitária animal de Pernambuco e é obrigatória para todos os produtores que criam bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, equinos, aves, peixes, ostras e abelhas. A atualização pode ser realizada nos escritórios da Adagro durante o horário comercial ou de forma online, por meio do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), disponível no portal da Agência.
Segundo o coordenador do Programa Estadual de Vigilância da Febre Aftosa da Adagro, Edmilson Martins, a ampliação do prazo busca garantir que os produtores que ainda não regularizaram sua situação possam cumprir a exigência sem prejuízos às suas atividades.
“A gente optou por prorrogar a campanha porque os índices ainda estão baixos em algumas regiões. É fundamental que os produtores procurem a Adagro para atualizar seus dados. Quem não fizer a atualização estará sujeito à multa e ao bloqueio do cadastro, ficando impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal e de participar de eventos como feiras agropecuárias”, afirma.
Adagro depende de informações atualizadas para defesa sanitária
A atualização cadastral é considerada uma ferramenta estratégica para o monitoramento dos rebanhos e para a manutenção do sistema de defesa agropecuária estadual. Os dados permitem à Adagro acompanhar a distribuição dos animais, identificar riscos sanitários e agir com rapidez em situações de emergência zoossanitária.
O tema ganhou ainda mais relevância após o Brasil conquistar, em 2025, o reconhecimento internacional de Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Para manter esse status sanitário, considerado essencial para a competitividade da agropecuária, é necessário que o Estado disponha de informações atualizadas sobre seus rebanhos e propriedades rurais.
“Atualmente, a atualização cadastral é uma das principais ferramentas da vigilância animal. Ela permite que a Adagro saiba onde estão os animais e possa agir rapidamente diante de qualquer suspeita de doença, fortalecendo a proteção dos rebanhos e a segurança sanitária do Estado”, destaca Martins.
PE tem um dos maiores rebanhos de caprinos e ovinos do país
Um dos pontos de atenção da campanha em 2026 é a baixa adesão entre criadores de caprinos e ovinos. Pernambuco possui o segundo maior rebanho dessas espécies no Brasil, com cerca de 7 milhões de animais, concentrados principalmente na região do Sertão.
De acordo com Edmilson Martins, justamente entre esses produtores os índices de atualização permanecem abaixo do esperado. “Pernambuco tem uma importância muito grande na criação de caprinos e ovinos. São aproximadamente sete milhões de animais e os índices de atualização entre os produtores dessas espécies ainda estão baixos. Por isso, é importante que eles procurem os escritórios da Adagro e regularizem sua situação dentro do prazo”, ressalta.
Dados do Sistema de Integração Agropecuária de Pernambuco (Siapec) apontam que o Estado possui atualmente cerca de 218,9 mil propriedades rurais e aproximadamente 259 mil produtores cadastrados. A atualização envolve informações sobre todos os animais existentes nas propriedades, incluindo nascimentos, mortes e alterações ocorridas desde a última campanha.
Entre os maiores rebanhos do Estado estão os ovinos, com 3,5 milhões de animais, os caprinos, com 3 milhões, e os bovinos, que somam cerca de 2,63 milhões de cabeças. Pernambuco também contabiliza mais de 94 mil equinos, 75 mil suínos e dezenas de milhares de aves comerciais e de subsistência.
A Adagro reforça que os produtores que ainda não realizaram a atualização devem procurar um dos escritórios da Agência ou acessar o sistema online antes do encerramento do prazo, em 30 de junho, para evitar sanções e manter a regularidade de suas atividades agropecuárias.
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