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Brasil projeta recorde de 346,1 milhões de toneladas para safra de 2025

Resultado apresentado por pesquisa do IBGE representa alta de 18,2% sobre a safra de 2024 e consolida expansão da área colhida para 80,1 milhões de hectares
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produção agrícola- recorde
A estrutura produtiva nacional permanece concentrada em soja, milho e arroz, que somados representam 92,7% da estimativa total. Foto: Wenderson Araujo/Trilux

​O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (15), projeta que a safra brasileira de 2025, de cereais, leguminosas e oleaginosas, deve atingir 346,1 milhões de toneladas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação ao volume registrado em 2024, que foi de 292,7 milhões de toneladas. Em termos absolutos, o incremento previsto é de 43,2 milhões de toneladas, acompanhado por uma expansão de 2,2% na área colhida.

​A estrutura produtiva nacional permanece concentrada em soja, milho e arroz, que somados representam 92,7% da estimativa total e ocupam 87,9% da área a ser colhida.

A soja deve alcançar 166,1 milhões de toneladas, enquanto o milho projeta 141,7 milhões de toneladas. Já o arroz totalizou 12,7 milhões de toneladas, registrando uma elevação de 19,4%, enquanto o trigo alcançou 7,8 milhões de toneladas, volume 3,7% superior ao ano anterior.

A produção de algodão herbáceo em caroço atingiu o patamar recorde de 9,9 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 11,4% na comparação com o ciclo de 2024. O sorgo apresentou o maior incremento percentual entre as culturas citadas, com alta de 35,5% e um output final de 5,4 milhões de toneladas.

Previsão da safra 2026

​O terceiro prognóstico do IBGE para a safra de 2026 apresenta um ajuste para cima em comparação aos dados publicados em dezembro de 2024. O novo levantamento aponta um crescimento de 4,2 milhões de toneladas no volume previsto, o que representa uma alta de 1,2% em relação ao segundo prognóstico.

Apesar desse ajuste positivo no curto prazo, a estimativa global para 2026 ainda sinaliza um desempenho inferior ao recorde projetado para 2025. A retração na comparação entre os ciclos de 2025 e 2026 é impulsionada pela queda produtiva em culturas estratégicas.

O milho apresenta o maior impacto nominal, com redução de 8,5 milhões de toneladas (-6%). Seguem em tendência de declínio o sorgo (-13% ou 700,2 mil toneladas), o arroz (-8% ou 1 milhão de toneladas), o algodão herbáceo em caroço (-10,5% ou 632,7 mil toneladas) e o trigo (-1,6% ou 128,4 mil toneladas).

​No sentido oposto, a soja e o feijão sustentam indicadores de crescimento para o próximo ano. A estimativa para a soja aponta um incremento de 4,2 milhões de toneladas, representando uma alta de 2,5%. No segmento do feijão, a primeira safra deve registrar expansão de 3,1%, atingindo o volume de 30,1 mil toneladas.

Com informações da Agência Brasil

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