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Açúcar devolve parte das altas da semana passada, mas o dólar limita a baixa

Os mais de 3% da valorizações da semana passada estão sendo desafiados em Nova York nesta segunda-feira
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açúcar Ministério da Agricultura mercado commodity
Foto: Mapa/Divulgação
Por Giovanni Lorenzon

As correções de baixa do açúcar na bolsa de commodities de Nova York não mudaram de rumo com os dados os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) saindo sobre a primeira quinzena de novembro.

Mas a desvalorização do real, o que em tese estimula o exportador a negociar, por consequência aumenta a oferta do açúcar corrige os preços para baixo.

O contrato março vinha recuando mais de 2%, em torno de 14,90 cents por libra-peso na manhã. Nesta passagem da ICE Futures, o vencimento perde 1,12%, aproximadamente valendo US$ 1,5 por libra-peso.

Em Londres, o refinado perde 2,20%, a US$ 425,70.

Menor produção de açúcar

As altas da semana passada, superando em 3%, foram em grande parte creditadas à algumas revisões de menor produção de açúcar no Brasil nesta temporada que está sendo encerrada no Centro-Sul.

A última, de repercussão internacional, foi a da StoneX, que tirou praticamente 1 milhão de toneladas da safra 2025/26, para 41,5 milhões de toneladas.

Há alguma perspectiva de a Índia aumentar o mandato de mistura de etanol à gasolina, o que diminuiria a oferta do segundo maior produtor da commodity e neutralizaria o anúncio de que o governo teria aumentado a cota exportadora para 1,5 milhão de toneladas.

Mas a Índia é sempre uma espécie de “ioiô”, com informações desencontradas.

O que fica em perspectiva, ainda para este primeiro dia da semana e do mês, é o comportamento do dólar no Brasil. Uma nova alta do real pode limitar as baixas, à medida em que os preços do açúcar brasileiro sobem para os importadores.

Chama a atenção que o açúcar se mantém em redução nas cotações contra a alta do petróleo Brent, que costuma funcionar como motor de valorização.

Óleo cru mais caro tira competitividade da gasolina e incentiva o etanol, com desvio da matéria-prima do açúcar para o biocombustível.

Leia mais: Setor de frutas ganha selo EDG com foco em sustentabilidade

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