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Ouro, ferro, níquel e cobre geram R$ 9,3 milhões em royalties no Nordeste

Bahia concentra oito dos dez maiores municípios arrecadadores do Nordeste. Craíbas, em Alagoas, é outro destaque regional do setor mineral no recebimento de royalties por exploração
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Extração de ouro em Jacobina resulta na liberação do maior valor de royalties da mineração nordestina para a cidade baiana. Foto: Yamana Gold/Divulgação

Ouro, ferro, níquel e cobre foram os principais minérios extraídos no Nordeste, gerando aproximadamente R$ 9,38 milhões em royalties para cidades e estados da região. No total, 147 municípios foram contemplados com a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), referente aos meses de abril e maio de 2025.

A Bahia lidera como o principal estado nordestino no segmento, concentrando oito dos dez maiores municípios arrecadadores. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Nordeste recebeu cerca de 2,1% dos R$ 445 milhões repassados pela CFEM a estados e municípios em todo o país no bimestre. O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) aponta que a região responde por cerca de 3% do valor da produção mineral brasileira.

A Bahia liderou os repasses no Nordeste, com R$ 2,45 milhões no bimestre, divididos entre municípios (R$ 1,91 milhão) e o governo estadual (R$ 542 mil). Alagoas veio em seguida, com R$ 2,33 milhões, impulsionada principalmente por Craíbas, que sozinha arrecadou R$ 1,32 milhão.

O Maranhão recebeu R$ 1,2 milhão, quase integralmente concentrado em Godofredo Viana, que obteve R$ 898,9 mil. O Ceará somou R$ 1,13 milhão; Sergipe, R$ 749 mil; Pernambuco, R$ 627 mil; e a Paraíba, R$ 508 mil, sempre com predominância dos repasses municipais sobre os estaduais.

No Rio Grande do Norte, os royalties chegaram a R$ 264 mil, enquanto o Piauí contabilizou R$ 123 mil. No total, estados e municípios nordestinos receberam R$ 9,38 milhões no período.

Municípios nordestinos que mais recebem royalties

Jacobina, na Bahia, liderou a arrecadação municipal no Nordeste, com R$ 2,13 milhões, impulsionada pela extração de ouro. Em seguida, Itagibá, também baiano, arrecadou R$ 1,6 milhão, com destaque para o níquel.

Craíbas, em Alagoas, destacou-se fora da Bahia, arrecadando R$ 1,32 milhão com a extração de minério de ferro. Jaguarari, na Bahia, obteve R$ 1,19 milhão, com operações de cobre e ouro.

Godofredo Viana, no Maranhão, somou R$ 898,9 mil, também com foco na produção de ouro. Santaluz arrecadou R$ 800 mil, igualmente ligada à extração de ouro, enquanto Juazeiro ficou com R$ 656,6 mil, relacionado ao cobre.

Barrocas e Andorinha, também baianos, receberam respectivamente R$ 638,6 mil e R$ 564,1 mil. Barrocas é produtora de ferro e Andorinha, de ouro. Campo Formoso completou a lista, com R$ 117,3 mil, destacando-se na extração de quartzo e esmeralda.

Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Piauí também receberam repasses, com destaque para a produção de gipsita no Sertão pernambucano e de feldspato na Paraíba, mas o predomínio da Bahia é absoluto: oito dos dez maiores municípios arrecadadores do Nordeste estão no estado.

Vale Verde Mineradora
Minério de cobre extraído pela Mineradora Vale Verde em Craíbas rendeu R$ 1,3 milhão para a cidade alagoana. Foto: Zóio Comunicação

Iniciativas de inovação na mineração

O governo federal lançou um plano para estimular a inovação no setor mineral. A iniciativa prevê apoio a empresas privadas para o desenvolvimento de projetos inovadores, com uso de instrumentos financeiros reembolsáveis ou não reembolsáveis.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), as medidas buscam ampliar a competitividade da mineração brasileira e fomentar práticas sustentáveis. Entre as prioridades estão a digitalização de processos, a adoção de tecnologias de baixo impacto ambiental e o fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas, como as de minerais críticos para a transição energética.

Comércio exterior da mineração

O setor mineral brasileiro registrou superávit de US$ 7,6 bilhões no comércio exterior no primeiro trimestre de 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações minerais somaram US$ 10,4 bilhões, com o minério de ferro responsável por 58% do valor exportado e o ouro por 12%.

Os principais destinos das exportações minerais brasileiras foram a China, responsável por mais de 60% das compras de minério de ferro, e países da União Europeia e América do Norte, que mantêm forte demanda por ouro e minerais industriais. A balança mineral continua sendo um dos pilares do saldo positivo do comércio exterior brasileiro.

Leia mais: Com ouro em alta, Nordeste entra no radar global da mineração

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