
A governadora Raquel Lyra disse, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (21), que o que foi suspendido foram as novas contratações do trecho Salgueiro-Suape da ferrovia Transnordestina. Ela afirmou não ter dúvidas de que depois da retomada do primeiro quilômetro da obra vão aparecer “os parceiros privados que vão chegar aqui, seja para garantir a Parceria Público-Privado” ou o escoamento da carga.
Segundo a governadora, “a gente tem empresas chinesas, fundos árabes, A gente tem a própria Petrobras, que tem todo o interesse em garantir logística para escoamento de sua produção e com eficiência. Então, o leque se abre quando se tira o problema da frente e se coloca a obra em futuro como estratégico para o desenvolvimento de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil’.
O impasse para a retomada das obras do trecho Salgueiro-Suape surgiu há duas semanas, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a União não fizesse novos aportes nas obras do trecho Salgueiro-Suape até que fosse atualizado o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do empreendimento.
A determinação ocorreu quase na mesma época em que a Infra S.A. tinha declarado a empresa empresa de origem portuguesa ACA como vencedora para fazer o projeto executivo e as obras de infraestutura de 73 Km entre Custódia e Arcoverde, que faz parte do trecho Salgueiro-Suape. Essa contratação marca a volta das obras no trecho pernambucano que está paralisado há mais de 10 anos.
“Que fique claro que o que foi obstacularizado, suspendido, foram novas contratações, não essa, que já está pronta e que será o contrato assinado na presença do presidente Lula, como ele mesmo fez questão de fazê-lo, para a retomada desta obra”, comentou a governadora. Ainda não foi marcada a data da assinatura.
A retomada desta obra, segundo Raquel, “é uma conquista emblemática para Pernambuco, é um fator que vai nos garantir, de maneira estratégica, nos posicionarmos como polo logístico do Nordeste do Brasil”. A governadora também agradeceu ao presidente Lula, ao ex-ministro dos Transportes, Renan Filho, ao atual ministro dos Transportes, George Santoro e ao presidente da Infra, Jorge Bastos, por ajudarem a resolver o impasse que surgiu com a determinação do TCU.
Depois da decisao do TCU, o Ministério dos Transportes entrou com um embargo declatório contra o acordão do Tribunal, garantindo a contratação da empresa, segundo informações do Ministério dos Transportes.
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