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Z.ro mira liderança em pagamentos para iGaming após compra da Paag

Com apenas seis anos de operação, a Z.ro se consolida como uma das fintechs nordestinas de maior projeção no mercado de pagamentos digitais
Patricia Raposo
Patricia Raposo
De Recife CEO do Movimento Econômico [email protected]
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~3:12
  1. Z.ro amplia escala de 300 para 500 milhões de transações anuais com aquisição da Paag.
  2. Segmento de iGaming deve crescer de 25% para 35% do faturamento no primeiro ano.
  3. Paag contribui com 200 milhões de transações anuais em pagamentos para jogos online.
  4. Z.ro atua como infraestrutura financeira para empresas de grande porte na América Latina.
  5. Fintech pernambucana disputa liderança nacional em pagamentos para mercado de jogos online regulado.
Edísio do Z.ro
Edísio Pereirs Neto, presidente da Z.ro Global Payments, com João Fraga, CEO da Paag, e Ricardo Vidal, CSO da empresa,

A Z.ro Global Payments, que até abril operava como Z.ro Bank, prepara um salto no mercado de iGaming. Com a aquisição da vertical de pagamentos da Paag, a fintech pernambucana criada no Recife por Edísio Pereira Neto deve ampliar sua escala de cerca de 300 milhões para mais de 500 milhões de transações processadas por ano.

A operação também muda o peso do segmento de jogos dentro da companhia. Hoje, o setor responde por aproximadamente 25% do faturamento da Z.ro. Com a incorporação da Paag, a expectativa é que essa participação avance para cerca de 35% já no primeiro ano da nova estrutura.

Mais do que uma aquisição, o movimento posiciona a empresa pernambucana na disputa pela liderança nacional em pagamentos para o mercado de jogos online. A Paag traz para o ecossistema da Z.ro mais de 200 milhões de transações anuais, especialmente no segmento de iGaming.

“A Paag tem forte presença em processamento de pagamentos, especialmente no mercado de jogos, com mais de 200 milhões de transações anuais que serão incorporadas ao nosso ecossistema, reforçando nossa liderança no setor”, afirma Edísio Pereira Neto, presidente da Z.ro Global Payments.

A estratégia da Z.ro é atuar como infraestrutura financeira para grandes operações digitais. A empresa deixou para trás o modelo voltado ao atendimento de pessoa física e passou a concentrar sua atuação no mercado corporativo, especialmente em clientes de alta volumetria.

“Hoje a gente tem aproximadamente 300 empresas na carteira, mas são empresas de grande porte, que processam muitas transações. A gente não atua hoje com empresa de médio nem pequeno porte, só grande, por enquanto”, disse Edísio, em entrevista ao Movimento Econômico.

A companhia também estruturou sua operação em diferentes frentes de negócio. A Z.ro International recolhe pagamentos na América Latina, em países como Brasil, Argentina, Chile, Peru e México. Já a Z.ro Digital Assets, a partir da estrutura regulada na Suíça, viabiliza a remessa desses recursos para qualquer país do mundo.

“Cada vez mais existem clientes digitais vendendo para o mundo inteiro. O que a gente faz é recolher pagamentos locais na América Latina e remeter esses recursos para a sede onde eles querem receber”, explica Edísio.

Em apenas seis anos, Z.ro se consolida

Com apenas seis anos de operação, a Z.ro se consolida como uma das fintechs nordestinas de maior projeção no mercado de pagamentos digitais. Nascida no Porto Digital, no Recife, a empresa avança agora sobre um segmento altamente competitivo e em processo de regulamentação no Brasil.

Com a aquisição, João Fraga, CEO da Paag, e Ricardo Vidal, CSO da empresa, passam a atuar como sócios responsáveis pela nova vertical dedicada ao iGaming dentro da Z.ro. A Paag seguirá com outras frentes, como Paag Shield e Paag Engage, voltadas a risco, compliance, prevenção à fraude e inteligência operacional, sem vínculo societário com a operação incorporada pela Z.ro.

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