
O aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã ganhou novos contornos nesta terça-feira (7), com ameaças, ultimatos e mobilização interna por parte do regime iraniano. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, referindo-se ao Irã, à medida que se aproxima o prazo final para que o país aceite um acordo com Washington e reabra o Estreito de Ormuz.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. […] Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. Quarenta e sete anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, escreveu Trump na rede Truth Social.

O prazo definido pelo líder norte-americano termina às 20h (horário do leste dos EUA), 21h em Brasília e 3h30 de quarta-feira (8) em Teerão. Apesar disso, Trump já havia feito ultimatos semelhantes nas últimas semanas, adiando prazos anteriormente — o que aumenta a incerteza sobre um eventual desfecho imediato.
Guarda Revolucionária do Irã faz ameaças
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã endureceu o tom e afirmou que poderá interromper o fornecimento de petróleo e gás aos Estados Unidos e aos seus aliados “durante anos”, caso Washington avance com ataques a infraestruturas estratégicas.
Segundo a força militar iraniana, “a moderação acabou”, sinalizando uma mudança na estratégia de contenção adotada até agora. “Temos demonstrado grande contenção e tido em conta várias considerações na escolha dos alvos de retaliação, mas, a partir de agora, todas essas considerações foram postas de lado”, declarou a organização, citada por meios de comunicação internacionais.
Correntes humanas
Paralelamente, o governo iraniano apelou à mobilização popular. O vice-ministro do Desporto e da Juventude, Alireza Rahimi, convocou a população — especialmente jovens, artistas e figuras culturais — a formar “correntes humanas” junto a centrais elétricas e outras infraestruturas energéticas do país.
A iniciativa, divulgada nas redes sociais, teve início às 14h (11h30 em Lisboa) e surge como uma tentativa de proteção simbólica e demonstração de unidade nacional diante das ameaças externas.
O agravamento da crise, centrada no controlo e reabertura do Estreito de Ormuz, levanta preocupações internacionais, incluindo alertas de que ataques a infraestruturas civis podem configurar violações do direito internacional e potenciais crimes de guerra.
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