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Mercado óptico cresce no Nordeste e movimenta R$ 263,1 milhões

Rio Grande do Norte, Paraíba e Sergipe tiveram as maiores altas em comparação com 2025, segundo dados do setor óptico
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Crescimento mercado óptico Nordeste
Setor óptico prevê crescimento de 5,2% ao longo de 2026 em todo o país, segundo Abióptica. Foto: Divulgação

O mercado óptico faturou R$ 263,1 milhões no Nordeste em janeiro de 2026, dentro de um total de R$ 2,58 bilhões movimentado pelo setor no Brasil no período, segundo a Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica). O desempenho regional foi de 0,1%, abaixo do avanço nacional de 3%, com o crescimento puxado pelos estados do Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraíba.

No recorte regional, o faturamento do setor óptico no Nordeste passou de R$ 262, 8 milhões em janeiro de 2025 para R$ 263,1milhões em janeiro de 2026. Entre os estados, as melhores variações percentuais foram registradas no Rio Grande do Norte, com alta de 9,02%, na Paraíba, com avanço de 5,98%, e em Sergipe, com crescimento de 4,18%.

Na outra ponta, as retrações ficaram com a Bahia, que recuou 3,41%, o Maranhão, com queda de 2,08%, e Alagoas, com redução de 3,40%.

Já com relação aos dados nacionais, mercado óptico brasileiro cresceu 3% em janeiro de 2026 com relação a janeiro do ano passado. No primeiro mês do ano o faturamento no PDV foi de R$ 2,58 bilhões. “O resultado indica estabilidade e continuidade da trajetória de crescimento do mercado, apesar de um cenário econômico brasileiro ainda marcado por juros elevados, consumo cauteloso e crescimento moderado da atividade”, avalia Ambra Nobre Sinkoc, diretora Executiva da Abióptica

Avaliando o cenário nacional, a Associação estima que haja um crescimento de 5,2% ao longo de 2026 no país. Apesar das projeções otimistas, a executiva pondera que o ano de 2026 será um período de ajuste estratégico para as empresas.

“Os planejadores precisam estar preparados para ajustar o rumo, deixando objetivos focados apenas em aumento de volume e direcionando suas estratégias para maior atenção à margem, ao mix e à captura de valor, a experiência do cliente em um movimento que resulte em crescimento com qualidade”, afirmou.

No quadro geral do faturamento nacional, 66,76% das vendas estão concentradas em São Paulo, liderando com 37,6% do faturamento, seguido por Minas Gerais (11,63%), Rio de Janeiro (6,73%), Paraná (6,67%) e Rio Grande do Sul (4,13%).

Produtos ilegais preocupam setor óptico

A circulação de produtos falsificados e de origem ilegal segue entre as principais preocupações do setor óptico no Brasil. Segundo a Abióptica, metade dos 106,5 milhões de óculos vendidos anualmente no país é composta por itens falsificados ou irregulares, o que representa perdas bilionárias para as empresas e para a arrecadação federal. Além do impacto econômico, a entidade alerta para os riscos que esse mercado informal impõe ao consumidor.

De acordo com a associação, uma das formas de reduzir esse problema é ampliar a orientação ao público sobre a compra segura. A recomendação é que o consumidor priorize lojas legalizadas, evite varejos não especializados e sempre solicite a nota fiscal no momento da aquisição. Para o setor, essas medidas ajudam a frear a informalidade e dificultam a circulação de mercadorias sem procedência comprovada.

A Abióptica também chama atenção para a necessidade de fortalecer a certificação e os testes laboratoriais dos produtos ópticos comercializados no país. Embora existam normas técnicas para esse mercado, elas não são compulsórias, o que reduz a efetividade da fiscalização. Sem a exigência obrigatória, o setor enfrenta ainda a limitação de laboratórios dedicados à análise desse tipo de produto no Brasil, o que enfraquece o controle sobre a qualidade dos itens vendidos.

O alerta da entidade se estende ainda aos danos que produtos piratas podem causar à saúde ocular. Óculos e lentes sem procedência podem não oferecer proteção adequada contra raios UV, aumentando o risco de catarata, degeneração macular e lesões na córnea. Também podem provocar distorções visuais, fadiga ocular, alergias e irritações. No caso das lentes de contato falsificadas, o risco é ainda maior, com possibilidade de infecções graves e até perda permanente da visão.

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