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Nordeste lidera geração renovável com BA na frente e RN em expansão

Bahia lidera com 46,4 GW instalados e Rio Grande do Norte acrescentou 640 MW no bimestre, impulsionado pelo Complexo Assú Sol, da Engie, maior complexo de energia solar do mundo no portfólio da empresa
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Fotovoltaico Assú Sol, da Engie, localizado no município de Assú, Rio Grande do Norte Nordeste
Complexo Fotovoltaico Assú Sol, da Engie, localizado no município de Assú, no Rio Grande do Norte, foi o responsável pela ampliação da matriz energética brasileira em 2026. Foto: Engie/Divulgação

O Nordeste concentra a maior base de geração renovável entre as regiões brasileiras com expansão ativa, segundo dados do SIGA, o Sistema de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualizados na sexta-feira (6). A Bahia lidera com 46.435.830,99 kW outorgados em 1.176 empreendimentos, maior portfólio regional do país em potência total e número de projetos. O Rio Grande do Norte, terceiro colocado no Nordeste com 22.138.494,79 kW, foi o estado com maior expansão no bimestre janeiro-fevereiro de 2026, com 640 MW acrescidos à capacidade instalada — e o principal destaque de fevereiro, quando 13 das 16 usinas que entraram em operação comercial no país estavam localizadas no estado potiguar, segundo levantamento das áreas técnicas da Aneel.

O crescimento nacional do bimestre resultou da liberação de novas usinas em 7 estados distribuídos pelas cinco regiões do país, com acréscimo total de 1.286 MW. Em fevereiro, foram 16 usinas autorizadas a operar: 14 centrais solares fotovoltaicas (677 MW), uma usina eólica (59 MW) e uma pequena central hidrelétrica (7 MW). Além do Rio Grande do Norte (640 MW, 13 usinas), os demais estados com empreendimentos liberados no mês foram Minas Gerais (96 MW, 2 usinas) e Paraná (7 MW, 1 usina).

A maior parte da expansão potiguar em fevereiro é atribuída ao Complexo Fotovoltaico Assú Sol, da Engie, localizado no município de Assú. Em 13 de fevereiro, o complexo atingiu operação plena com 12 das 16 usinas em funcionamento, sendo 8 delas liberadas para operação comercial no mês, após 30 meses de obras e investimento de R$ 3,3 bilhões.

Com 895 MWp de capacidade instalada e 2.260 unidades geradoras, o empreendimento tornou-se o maior projeto solar em operação da Engie no mundo e integra o Eixo Transição Energética do Novo PAC. As quatro usinas restantes do complexo — Assú Sol 6, 12, 14 e 16 — têm previsão de entrada em operação comercial até junho de 2026.

Nordeste: base instalada por estado

A matriz regional é composta por usinas eólicas (EOL), solares fotovoltaicas (UFV), hidrelétricas (UHE), termelétricas (UTE) e centrais geradoras hidrelétricas de pequeno porte, com até 1 MW de potência instalada (CGH). Além da Bahia, o Piauí ocupa a segunda posição com 24.616.216,00 kW em 603 empreendimentos, com predominância de UFV (18.682.760,00 kW, 433 usinas) e EOL (5.655.650,00 kW, 152 usinas).

O Rio Grande do Norte soma 22.138.494,79 kW em 652 empreendimentos, com a fonte eólica respondendo por 12.475.736,00 kW (368 usinas), equivalente a 81,69% da potência fiscalizada do estado. O Ceará registra 21.705.944,10 kW em 616 empreendimentos, com EOL (5.310.290,00 kW) e UFV (14.655.217,00 kW) como fontes dominantes.

Pernambuco contabiliza 9.918.549,43 kW em 286 projetos, com participação relevante de termelétricas (UTE: 2.060.914,00 kW, 68 usinas) e hidrelétrica (UHE: 1.479.600,00 kW). A Paraíba soma 8.264.853,00 kW em 231 empreendimentos, com domínio da fonte eólica (3.377.940,00 kW, 103 usinas) e solar fotovoltaica (4.259.330,20 kW, 112 usinas). Sergipe registra 6.224.064,40 kW em 64 empreendimentos, com as usinas hidrelétricas respondendo por 64,65% da potência fiscalizada (3.162.364,00 kW).

O Maranhão soma 4.853.595,63 kW em 63 empreendimentos, com predomínio de termelétricas (UTE: 2.979.782,60 kW, 29 usinas, 66,14% da potência fiscalizada). Alagoas apresenta o menor portfólio nordestino: 885.957,10 kW em 56 empreendimentos, com UHE respondendo por 51,07% (400.000,00 kW) e UTE por 47,83% (374.603,10 kW).

Base nacional e composição da matriz

O parque gerador nacional reúne 26.980 empreendimentos, com potência fiscalizada total de 217.516.654,09 kW, segundo o SIGA em referência de 6 de março de 2026. As usinas hidrelétricas (UHE) respondem pela maior parcela: 103.235.221,00 kW, equivalente a 47,46% do total fiscalizado. As termelétricas (UTE) ocupam a segunda posição com 49.028.707,36 kW (22,54%), seguidas pelas eólicas (EOL) com 34.810.653,86 kW (16,00%) e pelas solares fotovoltaicas (UFV) com 21.495.414,77 kW (9,88%).

As pequenas centrais hidrelétricas (PCH) somam 6.038.129,57 kW (2,78%), as usinas termonucleares (UTN) contribuem com 1.990.000,00 kW (0,91%) e as centrais geradoras hidrelétricas (CGH) com 918.527,53 kW (0,42%). Em 4 de março, levantamento da Aneel apontava que 84,73% das usinas em operação eram classificadas como renováveis — percentual que inclui a parcela de termelétricas a biomassa, não discriminada na consolidação por fonte do SIGA.

Os empreendimentos em fase de construção e com obras ainda não iniciadas, registrados no SIGA em 6 de março de 2026, indicam a continuidade da concentração em fontes renováveis intermitentes. Entre os projetos em construção, as usinas solares fotovoltaicas (UFV) respondem por 42,95% da potência prevista, seguidas pelas eólicas (EOL) com 29,49%, termelétricas (UTE) com 12,47%, pequenas centrais hidrelétricas (PCH) com 11,75%, centrais geradoras hidrelétricas (CGH) com 2,86%, usinas termonucleares (UTN) com 0,42% e hidrelétricas (UHE) com 0,04%.

No estágio anterior — empreendimentos com construção ainda não iniciada —, a predominância solar é ainda mais acentuada: UFV representa 84,12% do total previsto, seguida por EOL (14,22%), UHE (0,93%), UTN (0,57%) e CGH (0,15%).

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