
Os recursos destinados à cultura pelo Banco do Nordeste crescerão 75% em 2026, superando R$ 31 milhões. O anúncio foi feito pelo presidente do BNB, Wanger de Alencar, durante o lançamento da programação do Banco do Nordeste Cultural na última quarta-feira (4), no Recife, durante lançamento do Banco do Nordeste Cultural 2026. A agenda reúne ações voltadas à valorização de artistas locais, formação de plateia, intervenções urbanas e ocupação de espaços culturais parceiros ao longo do ano.
A abertura ocorreu na Galeria Janete Costa, no Parque Dona Lindu. O espaço abriga, até 27 de abril, a exposição “Toda vez que dou um passo o Mundo sai do Lugar”. Segundo Wanger de Alencar, esta é a primeira vez que o Banco lança uma programação anual estruturada dentro da estratégia de fortalecimento das cadeias produtivas da cultura. “Já realizamos diversas ações em Pernambuco, mas agora consolidamos uma agenda contínua. O Banco do Nordeste Cultural forma artistas e público, mas também estimula negócios. Cada iniciativa impacta o comércio local, a produção de eventos, a contratação de profissionais e gera desdobramentos econômicos”, afirma.
Ações previstas pelo BNB
De acordo com José Aldemir Freire, a programação está sendo construída em parceria com o Recentro, a Secretaria de Cultura, entidades, produtores culturais e artistas. “É uma construção permanente, porque a cultura é dinâmica. Começamos com a exposição e o Ecossistema Musical, mas ao longo de 2026 haverá novas ações que vão mobilizar artistas e o público em geral”, explica.
A agenda inclui intervenções urbanas, apresentações teatrais, shows musicais, exposições, exibição de filmes em espaços públicos e outras manifestações culturais distribuídas ao longo do ano.
Recursos crescem 75%
Os recursos do Banco do Nordeste destinados às ações culturais em 2026 somam mais de R$ 31,3 milhões, um crescimento de 75% em relação a 2025, resultado da ampliação planejada das atividades e dos equipamentos do BNB Cultural.
No ano passado, os investimentos em cultura alcançaram R$ 17,8 milhões, aplicados em 4.300 atividades, que atingiram cerca de 500 mil pessoas em toda a área de atuação do Banco — que abrange o Nordeste e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Para o diretor de Planejamento do BNB, José Aldemir Freire, o aumento das verbas reforça a compreensão de que a cultura está diretamente ligada ao desenvolvimento regional. “São recursos aplicados em cachês, montagem de exposições, espetáculos, oficinas e manutenção de espaços. Todo esse volume é injetado diretamente na cadeia produtiva. Além disso, em 2025, liberamos outros R$ 28 milhões em patrocínios culturais”, conclui.
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