- Publicidade -

Conexões Transnordestina reúne governo e setor produtivo em Suape

O seminário faz o seu sexto encontro em Suape, que será o destino final da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco
- Publicidade -
Suape publica chamamento para planta de e-metanol
O Conexões Transnordestina vai encerrar o ciclo de debates no auditório do Centro Administrativo de Suape. Foto: Divulgação/Porto de Suape

O Porto de Suape recebe nesta terça-feira, às 16h, a etapa final do Conexões Transnordestina, uma série de seminários que percorreu, desde julho, cinco municípios pernambucanos discutindo os impactos econômicos, logísticos e industriais da conclusão das obras do trecho Salgueiro-Suape da ferrovia. O evento vai contar com a presença da governadora Raquel Lyra. Destino final da ferrovia, Suape será o foco do debate, mostrando o impacto que esta ligação férrea vai trazer ao atracadouro, ampliando a competitividade logística de Pernambuco e estados vizinhos.

No evento, será entregue uma carta de intenções com propostas assinadas por representantes de 14 instituições que participaram ativamente dos seminários. “Nesta terça-feira (18), entregaremos uma carta que traduz a escuta feita em todas as regiões por onde passamos. São contribuições diretas de quem produz e vive os desafios da economia real. É uma síntese do que Pernambuco espera da ferrovia e do futuro que queremos construir com ela”, afirma a CEO do Movimento Econômico, Patrícia Raposo.

A carta de intenções será entregue às autoridades como um documento a ser consultado nas etapas que antecedem a implantação do trecho Salgueiro–Suape do empreendimento. Vão participar do debate: o diretor de empreendimentos da Infra S.A., André Luiz Ludolfo; do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre; do presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto; o especialista em transporte e professor Maurício Pina e o consultor e professor da UPE, Guilherme Magalhães.

Transnordestina 6
Ferrovia Transnordestina em Pernambuco no trecho entre Salgueiro e Custódia que tem 179 km finalizados. Foto: Movimento Econômico

As diversas realidades que precisam do trecho Salgueiro-Suape

O seminário Conexões Transnordestina passou por Salgueiro, Araripina, Petrolina, Belo Jardim e Caruaru, reunindo representantes do polo gesseiro, da fruticultura, avicultura, indústria e comércio. Em Suape, o foco será o futuro e as perspectivas de como a chegada da ferrovia ao porto pode ampliar a competitividade logística de Pernambuco, atrair novos investimentos e fortalecer cadeias produtivas de Pernambuco e estados vizinhos.

O seminário é uma realização do Movimento Econômico com patrocínio da Sudene e do Porto de Suape. Em cada cidade por onde passou, representantes das prefeituras, empresários e técnicos mostraram o impacto que a ferrovia pode trazer contribuindo, por exemplo, para Salgueiro se tornar um polo logístico, o gesso do Araripe ter um transporte mais competitivo, a verticalização do polo de confecções de Caruaru, o transporte de baterias e insumos para a fabricação das mesmas pelas Baterias Moura, o transporte mais eficiente para o setor avícola do Estado que hoje traz grãos, de caminhão, a uma distância média de 1.500 km, entre outros.

O trecho Salgueiro-Suape tem uma extensão de 544 km e as obras estão paralisadas desde 2016. Deste total, 179 km foram concluídos, ligando Salgueiro a Custódia. No último dia 31, foi publicado um edital publicado pela Infra S.A. para contratar uma empresa que retome as obras. A primeira licitação prevê a construção de 73 km entre Custódia e Arcoverde com recursos da União e um orçamento estimado em R$ 415 milhões. A abertura das propostas está prevista para janeiro e a expectativa é de reinício da implantação no primeiro trimestre de 2026.

Com suas obras iniciadas em 2006, a Ferrovia Transnordestina ligaria Eliseu Martins (PI) a Pecém (CE) e Suape (PE). Em 2022, a concessionária TLSA devolveu o trecho Salgueiro–Suape. O segmento Eliseu Martins–Salgueiro–Pecém está em implantação e tem previsão de conclusão em 2027 com 500 km concluídos que vão entrar em fase de testes assim que forem resolvidas pendências com relação ao licenciamento ambiental. e parte

Já o trecho pernambucano tem previsão de finalização em 2029 com operação via concessão ou Parceria Público-Privada (PPP).

Leia também

Transnordestina pode acirrar desigualdade no Nordeste

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -