
O consórcio Britto-Macelog arrematou por R$ 50 mil o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP), localizado no Porto de Maceió. O leilão ocorreu nesta quarta-feira (22) na sede da B3, em São Paulo, e garante ao concessionário vencedor administrar a área pelos próximos 25 anos. O consórcio já administra o terminal MAC-16, arrematado em leilão realizado em dezembro do ano passado.
O Terminal Marítimo de Maceió fazia parte do segundo bloco da carteira de leilões selecionada pelo Ministério dos Portos e Aeroportos e ocorreu em conjunto com o leilão do RDJ07, localizado no Rio de Janeiro.
A proposta vencedora em Maceió do Consórcio Britto – Macelog II, é composto por Irmãos Britto Representações e Comércio Ltda. e Macelog Maceió Logística e Serviços Portuários Ltda. EPP, no valor de R$ 50 mil. O concessionário, que irá administrar a área por 25 anos, terá que implementar um estacionamento adjacente ao terminal e a estimativa de investimentos é de R$ 3,7 milhões.
Segundo o Ministério dos Portos, o leilão em Maceió vai destravar investimentos e aumentar a eficiência portuária, além ampliar o número de turistas recebidos no terminal, considerado hoje um dos mais estratégicos do Nordeste.
Em sua fala durante o leilão, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou que os investimentos “vão garantir uma operação mais eficiente, diminuindo custos logísticos e gerando mais empregos. Ao mesmo tempo, vai promover investimentos, empregos na região e desenvolvimento, além de dinamizar a economia regional”, disse.
O Porto de Maceió está, atualmente, posicionado como um dos principais terminais marítimos do Nordeste e vai receber 35 navios durante a alta temporada, que vai ter início no dia 19 de novembro e se encerra em abril de 2026.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a modernização do TMP Maceió faz parte de uma estratégia nacional para revitalizar os terminais de passageiros e integrar o turismo marítimo à economia local. “A iniciativa vai impulsionar a geração de empregos diretos e indiretos, movimentar os setores de hotelaria e comércio e consolidar Maceió como referência em infraestrutura portuária”, afirmou.
Com uma área total de 5.678,23 metros quadrados, o projeto de modernização do terminal do Porto de Maceió contempla diversas melhorias estruturais e operacionais. Está prevista a construção de um novo estacionamento com 112 vagas, pavimentação e sistema de drenagem em uma área de 3.050 metros quadrados.
Com as obras e melhorias previstas, a expectativa é de ampliação gradual da capacidade de atendimento, hoje limitada a 612 passageiros por dia, além da atração de novas rotas e companhias marítimas.
De acordo com o administrador do Porto de Maceió, Diogo Holanda, a concessão do terminal representa mais um passo nessa agenda de desenvolvimento, unindo esforços públicos e privados para ampliar a competitividade e a eficiência do setor.
“O leilão do Terminal de Passageiros consolida a vocação turística e logística do Porto de Maceió, abrindo caminho para novos investimentos e oportunidades. A parceria com a CODERN tem sido fundamental para fortalecer a governança e atrair iniciativas que beneficiem toda a região”, destacou Holanda.

Britto-Macelog amplia gestão no Porto de Maceió
O consórcio que arrematou o Terminal Marítimo de Passageiros também venceu o leilão realizado em dezembro do ano passado para o terminal MAC-16 com um lance de R$ 1.451.000,00 milhão.
O leilão capitaneado pelo Ministério dos Portos, foi considerado o maior da história, contemplando também os leilões para áreas no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, e no Porto de Santana, no Amapá. O valor total previsto para investimento nas três áreas é de R$ 3,62 bilhões.
Nesta etapa, o ministério pretendia gerar competitividade nas regiões onde estão localizados, além de gerar emprego e renda.
O contrato da Britto-Macelog para o terminal MAC-16 tem duração de cinco anos e são previstos R$ 6,5 milhões de investimentos. A área arrematada pela Britto-Macelog é destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais e possui dois armazéns com capacidade de 1.600 toneladas, além de áreas adjacentes, com aproximadamente 9.500 metros quadrados.
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