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Banese cresce em ativos, mas lucro encolhe 38,2% no 1º semestre

O Banese encerrou o 1º semestre de 2025 com alta de 33% nos ativos e crescimento do crédito, mas o lucro líquido recuou R$ 27,8 milhões em relação ao ano anterior. Deputado Georgeo Passos cobra explicações da presidência na Alese
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Banco do Estado de Sergipe (Banese)
Único banco estadual em operação no Nordeste, o Banese atingiu R$ 5 bilhões em carteira de créditos. Foto: Ascom/Banese

O Banco do Estado de Sergipe (Banese) fechou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 23,1 milhões, resultado 6% superior ao registrado no primeiro trimestre do ano. Apesar da alta pontual, o desempenho no semestre sinalizou retração: o banco acumulou R$ 44,8 milhões de lucro nos seis primeiros meses, contra R$ 72,6 milhões no mesmo período de 2024 — queda de 38,2%.

A redução motivou críticas na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Em pronunciamento nesta quarta-feira (1º), o deputado Georgeo Passos (Cidadania) cobrou explicações públicas da diretoria do banco. “O lucro semestral caiu quase R$ 30 milhões. Precisamos entender as razões dessa queda. O presidente Marco Antônio Queiroz deve vir à Assembleia prestar esclarecimentos à sociedade sergipana”, afirmou.

Georgeo Passos alertou que, mantido o ritmo atual, o Banese poderá encerrar o ano com lucro inferior ao de 2024, quando o resultado consolidado foi de R$ 146 milhões, recorde histórico da instituição. “Se a inadimplência aumentou, não sabemos. Se os empréstimos estão devidamente garantidos, também não. É preciso transparência”, pontuou o parlamentar.

Crédito, aplicações e captações mantêm trajetória de crescimento

Segundo o balanço financeiro, os ativos totais do Banese somaram R$ 13,5 bilhões ao final de junho, crescimento de 9,2% no trimestre e de 33,4% em 12 meses. A carteira de crédito atingiu R$ 5 bilhões, avanço de 5,1% no trimestre e de 14,2% no ano. Desse total, R$ 3,4 bilhões referem-se à carteira comercial — com destaque para os empréstimos a pessoas físicas, que superaram R$ 3 bilhões e cresceram 12,5% em 12 meses.

A carteira de crédito de desenvolvimento, que reúne segmentos imobiliário, rural e de financiamento, respondeu por 25,4% do volume total, somando R$ 1,3 bilhão. No trimestre, o destaque foi o crédito rural, com alta de 27,2%, impulsionado pelo custeio da safra de milho e pelas operações de investimento com recursos próprios e do FNE.

As aplicações financeiras alcançaram R$ 7,7 bilhões, com crescimento anual de 55,7%. Já os recursos captados totalizaram R$ 12,3 bilhões, alta de 35,8% em 12 meses, com destaque para o aumento em depósitos a prazo e interfinanceiros. O patrimônio líquido chegou a R$ 838,4 milhões, reforçado por aportes do Governo de Sergipe, acionista majoritário.

Receita do Banese ultrapassa R$ 1 bilhão no semestre

As receitas operacionais do Banese somaram R$ 1 bilhão no primeiro semestre de 2025, alta de 29,6% frente ao mesmo período de 2024. No segundo trimestre, o faturamento foi de R$ 528,5 milhões, crescimento de 4,9% em relação ao trimestre anterior. A margem financeira do período ficou em R$ 176,8 milhões (+9,1%), enquanto o ROE foi de 11,3% e a margem líquida, de 4,4%.

Expansão nos cartões, seguros e adquirência

A Mulvi, empresa de meios de pagamento do grupo Banese, movimentou R$ 1,23 bilhão entre abril e junho, aumento de 9,9% em relação ao segundo trimestre de 2024. O Banese Card respondeu por R$ 931,7 milhões. A plataforma MulviPay, voltada à adquirência, registrou crescimento de 24,4% no volume transacionado.

No segmento de seguros, a Banese Corretora movimentou R$ 43,7 milhões em prêmios líquidos no trimestre. O crescimento nas receitas foi impulsionado por um salto de 62% nas vendas de cotas de consórcio na comparação anual.

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