
O Nordeste foi responsável pela criação de 32.108 empregos com carteira assinada em agosto de 2025, segundo o Novo Caged, o que equivale a 22% do saldo nacional. O destaque da região foi Pernambuco, com 12.692 novas vagas, desempenho que o colocou como o 3º maior gerador de empregos do Brasil no mês, atrás apenas de São Paulo (+45.450) e Rio de Janeiro (+16.128). Os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Na sequência, a Bahia somou 11.015 postos de trabalho, enquanto o Ceará acrescentou 3.149 vagas. Esses três estados responderam por mais de 80% do saldo nordestino em agosto. A Paraíba teve participação expressiva, com 8.492 empregos, o maior crescimento proporcional do país (+1,61%). Já o Rio Grande do Norte criou 2.591 vagas, com variação relativa de +0,98%, a segunda maior entre os estados brasileiros.
Os demais estados também fecharam o mês no azul: o Maranhão adicionou 3.149 postos, o Piauí mais 2.591, Sergipe registrou 2.330 vagas e Alagoas abriu 2.803 empregos formais, embora este último siga em retração no acumulado do ano.
“A posição de destaque no cenário nacional reflete o compromisso do Governo de Pernambuco com a geração de oportunidades, a retomada de obras estruturantes e o estímulo a setores estratégicos da nossa economia. Seguiremos trabalhando cada vez mais firmes para garantir um ambiente favorável ao emprego, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento sustentável do nosso estado”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.
Acumulado e estoque regional
De janeiro a agosto, o Nordeste soma 218.257 empregos formais, consolidando-se como a segunda região do país em geração de postos, atrás apenas do Sudeste. A Bahia lidera em números absolutos, com 88,3 mil novas vagas no ano, seguida por Pernambuco (+45,9 mil) e Ceará (+26,5 mil). Apenas Alagoas apresenta resultado negativo no acumulado, com saldo de -2,7 mil empregos, reflexo da redução na agroindústria.
Com os resultados de agosto, o estoque total de empregos com carteira assinada no Nordeste chegou a 7,1 milhões de vínculos ativos, o equivalente a aproximadamente 15% do total brasileiro. A Bahia concentra o maior estoque da região, com mais de 2,2 milhões de vínculos, seguida por Pernambuco (1,56 milhão) e Ceará (1,44 milhão).
Recife lidera entre as capitais
O Recife fechou o mês de agosto com saldo positivo de 1.956 empregos gerados. O número coloca a cidade como a capital do Nordeste que mais gerou empregos neste período e continua sendo a cidade pernambucana que mais emprega em todo o estado. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (29), revela também que o crescimento em 2025 está acima de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos oito primeiros meses deste ano, já são 17.847 postos formais de resultado.
“Fechamos o mês de agosto com saldo positivo e ainda alcançamos a liderança de empregos gerados dentre as capitais do Nordeste. Acreditamos que as festividades do final de ano vão elevar ainda mais os próximos resultados em nossa cidade. Continuamos otimistas quanto aos resultados”, comemorou Carlos Andrade Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife.
Panorama nacional
No Brasil, foram criados 147.358 empregos em agosto, saldo superior ao de julho (+134,2 mil), mas bem abaixo de agosto de 2024 (+239 mil). O resultado foi obtido a partir de 2,23 milhões de admissões contra 2,09 milhões de desligamentos.
Quatro dos cinco grandes setores da economia fecharam o mês no positivo: serviços lideraram com 81.002 empregos, seguidos pelo comércio (+32.612), pela indústria (+19.098) e pela construção (+17.328). Apenas a agropecuária apresentou saldo negativo (-2.665).
O desempenho foi positivo em 25 das 27 unidades da federação. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, Pernambuco se destacou nacionalmente como o terceiro maior saldo absoluto. Em termos relativos, a Paraíba (+1,61%), o Rio Grande do Norte (+0,98%) e o próprio Pernambuco (+0,82%) figuraram entre os três maiores crescimentos proporcionais do país.
Nos últimos 12 meses, o Brasil acumula +1,43 milhão de empregos formais, resultado inferior ao do período imediatamente anterior (+1,8 milhão). O salário médio real de admissão em agosto foi de R$ 2.295,01, o que representa aumento de 0,56% em relação a julho.
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