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Recife discute plano de gestão do Parque da Memória Ferroviária

Encontro reúne órgãos públicos e sociedade para definir parâmetros de preservação e uso do espaço histórico situado na área do Cais José Estelita

De Recife

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Parque da Memória Ferroviária no Recife
Seminário discute parâmetros legais, formas de preservação e possibilidades de uso do Parque da Memória Ferroviária do Recife – Foto: Divulgação

Representantes do Consórcio Novo Recife, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto da Cidade Pelópidas da Silveira (ICPS) realizam uma visita técnica nesta terça-feira (12) ao Pátio Ferroviário das Cinco Pontas, no Recife. A atividade integra a programação do Seminário Parque da Memória Ferroviária – Construção Participativa do Plano de Uso e Gestão, que discute parâmetros legais, formas de preservação e possibilidades de uso do espaço.

Ainda pela manhã, os envolvidos realizam a discussão e revisão de cenários alternativos para uso do local, em meio ao debate sobre a preservação e revitalização da área. Ao final, será apresentado o escopo do projeto, levando em consideração os pontos apresentados. As atividades indoor serão realizadas na CESAR School, no Bairro do Recife.

O seminário, iniciado na segunda-feira (11), marca uma etapa decisiva no processo de escuta ativa para definição do projeto arquitetônico que irá nortear a construção e a gestão do Parque da Memória Ferroviária. A iniciativa reúne órgãos públicos, entidades responsáveis pela execução do projeto e representantes da sociedade civil.

Imagens do ante projeto ilustram uso do Parque da Memória Ferroviária
Imagens do anteprojeto ilustram uso do Parque da Memória Ferroviária – Foto: Movimento Econômico

Parque da Memória Ferroviária: preservação e uso colaborativo

Francisco Cunha, arquiteto e urbanista e consultor da TGI Consultoria, empresa responsável pelo desenho do projeto, explica que o encontro visa definir parâmetros claros para o futuro do parque. “Durante os dois dias de seminário iremos tratar sobre os parâmetros legais do espaço e também sobre o uso e gestão do parque”, afirma.

O Parque da Memória Ferroviária faz parte do projeto urbanístico do Novo Cais José Estelita e prevê a criação de um museu a céu aberto com cerca de 55 mil metros quadrados, dedicado ao resgate e à preservação da memória ferroviária do Recife. Entre as ações previstas estão a restauração de galpões e casarios históricos, além da manutenção de itens como a caixa d’água e vagões de trem que contam a história da capital pernambucana.

Praça cívica do Projeto Novo Cais
Parque integra pojeto urbanístico do Novo Cais José Estelita, que requalifica área próxima ao Centro do Recife. Foto: Moura Dubeux/Divulgação

A execução do parque depende de aprovação de órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Prefeitura do Recife e Fundarpe, em parceria com o Consórcio Novo Recife. Para a arquiteta e urbanista do Iphan, Emília Freire, a obra é essencial para interromper o processo de deterioração da área. “Esse é um projeto para estancar esse processo de degradação. Essa ação vai fazer parte de um processo de concessão de gestão”, pontua.

Segundo a secretária do Gabinete do Centro do Recife (Recentro), Ana Paula Vilaça, o diálogo com a sociedade é fundamental para garantir um resultado equilibrado. “É um momento para intermediar os interesses, negociar possíveis conflitos e que a gente tenha um processo construído de forma colaborativa e, acima de tudo, respeitando o nosso patrimônio e nossa memória”, ressalta.

No total, foram realizadas 50 entrevistas com moradores do entorno, especialistas em urbanismo e outros atores sociais para compor o “planejamento interpretativo” do Parque da Memória Ferroviária, construído com base nas impressões e demandas dos entrevistados.

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