- Publicidade -

Caged: BA lidera, PI cresce em proporção e AL e SE ficam no negativo

Nordeste soma 49 mil vagas no ano, com Piauí entre os destaques nacionais em proporção. Brasil cria 228 mil postos em março e acumula 613 mil no trimestre, segundo o Caged
- Publicidade -
carteira assinada Nordeste números Caged
No acumulado de janeiro a março, o saldo nacional é de 613.373 postos de trabalho com carteira assinada, revela o Caged. Foto: Arquivo/ Agência Brasil

O Nordeste gerou 25.138 empregos formais em março de 2026, resultado de 341.952 admissões e 316.814 desligamentos, segundo o Novo Caged divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No acumulado do ano, a região registra saldo de 49.630 postos, com 959.091 admissões e 909.461 desligamentos. O estoque de vínculos celetistas ativos no Nordeste atingiu 8,77 milhões de postos em março.

A Bahia liderou a geração de empregos na região, com saldo de 14.008 vagas (97.206 admissões e 83.198 desligamentos) e variação relativa de +0,62%. O Ceará registrou o segundo melhor desempenho absoluto, com 6.629 postos criados (60.148 admissões e 53.519 desligamentos). O Piauí obteve o maior crescimento proporcional do Nordeste, com saldo de 3.308 vagas e variação de +0,86% sobre o estoque do mês anterior — terceiro melhor desempenho relativo do país, atrás apenas do Acre (+0,92%) e de Roraima (+0,88%).

Pernambuco gerou 3.287 empregos (63.509 admissões e 60.222 desligamentos). O Maranhão registrou 1.430 vagas (25.972 admissões e 24.542 desligamentos). O Rio Grande do Norte criou 1.127 postos (22.128 admissões e 21.001 desligamentos). A Paraíba fechou março com saldo de 930 vagas (24.343 admissões e 23.413 desligamentos).

Alagoas registrou o pior resultado da região em março, com saldo negativo de 5.243 postos (17.949 admissões contra 23.192 desligamentos) e variação de -1,10% — o menor desempenho relativo entre todas as 27 unidades federativas do país. No acumulado do ano, o estado soma -10.774 vagas. Sergipe fechou março com saldo negativo de 338 postos (14.153 admissões e 14.491 desligamentos), variação de -0,09%, embora o acumulado de 2026 permaneça positivo em 2.406 vagas.

Setor de Serviços puxa o crescimento regional

No recorte setorial do Nordeste, os Serviços responderam pela maior parte do saldo positivo regional em março, com 29.346 postos — concentrados em Bahia (+8.872), Pernambuco (+5.900) e Ceará (+5.368).

A Construção gerou 8.387 vagas na região. A Indústria registrou saldo negativo de 7.630 postos, puxada principalmente por Pernambuco (-4.052) e Alagoas (-4.762). A Agropecuária também fechou com saldo negativo de 8.347 postos no Nordeste, reflexo do período de entressafra.

O salário médio de admissão no Nordeste em março foi de R$ 2.029,62, queda real de 3,4% em relação ao mês anterior, segundo o MTE. Entre os estados nordestinos, Pernambuco registrou o maior salário médio de admissão (R$ 2.098,23) e o Rio Grande do Norte, o menor (R$ 1.855,02).

Resultado nacional

No consolidado do Brasil, o Novo Caged de março de 2026, divulgado nesta quarta-feira (29) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, registrou 228.208 empregos formais criados no mês, resultado de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, variação relativa de +0,47%. No acumulado de janeiro a março, o saldo nacional é de 613.373 postos. Nos últimos 12 meses (abril/2025 a março/2026), o total chega a 1.211.455 vagas formais. Desde 2023, foram criadas mais de 5 milhões de vagas com carteira assinada no país.

Do total gerado em março, 83,25% dos postos são considerados típicos e 16,75% não típicos, majoritariamente jornadas de até 30 horas semanais (+34.925) e contratos de aprendizagem (+12.264). O estoque de empregos formais atingiu 49.082.634 vínculos celetistas ativos, crescimento de 2,6% em relação ao estoque do mesmo período do ano anterior.

24 das 27 unidades federativas registraram saldo positivo. Os maiores resultados absolutos foram em São Paulo (67.876 postos, +0,46%), Minas Gerais (38.845, +0,77%) e Rio de Janeiro (23.914, +0,60%). Em termos relativos, destacaram-se Acre (+0,92%), Roraima (+0,88%) e Piauí (+0,86%). Os únicos resultados negativos foram em Alagoas (-5.243 postos, -1,10%), Mato Grosso (-1.716, -0,17%) e Sergipe (-338, -0,09%).

Entre os setores, Serviços liderou com 152.391 postos gerados no mês, seguido por Construção (38.316), Indústria (28.336) e Comércio (27.267). A Agropecuária foi o único setor com retração, registrando queda de 18.096 postos, influenciada pela finalização de safras de maçã, soja e uva.

Acumulado do ano

De janeiro a março, quatro dos cinco grandes grupamentos registraram saldos positivos. Serviços liderou com 382.299 postos (+1,6%), com ênfase nas atividades de informação, comunicação, serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos (146.068) e em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (142.038). A Construção gerou 120.547 postos, com destaque para construção de edifícios (49.582) e obras de infraestrutura (38.447).

A Indústria somou 115.310 vagas, impulsionada pelo processamento industrial do fumo (10.370), fabricação de produtos alimentícios (10.126) e fabricação de veículos automotores (8.690). A Agropecuária registrou saldo positivo de 14.752 postos, com destaque para cultivo de maçã (7.967), soja (5.441) e alho (3.818). O Comércio foi o único setor com resultado negativo no período, com retração de 19.525 postos.

Entre os estados, o maior saldo acumulado foi em São Paulo (183.054), seguido por Minas Gerais (70.625) e Santa Catarina (59.396). Em termos relativos, os maiores avanços foram em Goiás (2,33%), Mato Grosso (2,27%) e Santa Catarina (2,26%).

Em março, o saldo foi positivo tanto para mulheres (132.477) quanto para homens (95.731). Foram gerados 165.785 postos para pessoas de até 24 anos, o equivalente a 72,6% do total do mês. Também foram criadas 183.037 vagas para trabalhadores com ensino médio completo e 23.265 para aqueles com nível superior completo.

Leia mais: Antaq abre audiência para arrendar terminal de coque de R$ 1,12 bi no CE

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -