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PE e AL impulsionam empregos formais no Nordeste, revela Caged de setembro

Nordeste cria 72 mil vagas formais em setembro e responde por 34% do saldo nacional, que foi de 213 mil empregos. Todos os nove estados da região registraram saldos positivos, com destaque para Pernambuco e Alagoas, segundo o Novo Caged
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Segundo o Caged, a criação de vagas no Nordeste foi superior à observada nas regiões Norte (14.898), Centro-Oeste (19.073) e Sul (38.251), e ficou atrás apenas do Sudeste (68.577). Foto: Agência Brasil

O mercado de trabalho formal no Nordeste apresentou mais um mês de expansão em setembro de 2025, com a criação de 72.351 empregos com carteira assinada, segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira (30). O número representa 34% do saldo nacional no mês, que chegou a 213.150 vagas em todo o país.

A região contabilizou 348.856 admissões e 276.505 desligamentos no período. Todos os nove estados nordestinos registraram saldos positivos, mantendo a tendência de recuperação do mercado formal observada desde o segundo trimestre. Os destaques em setembro foram Pernambuco, com saldo de 15.602 postos de trabalho, e Alagoas, com 13.883 novas vagas, impulsionados, principalmente, pelos setores de serviços, construção civil e comércio.

No desempenho nacional, o setor de serviços liderou a geração de empregos em setembro, com 98.206 vagas, seguido pelo comércio, com 43.465, e construção, com 22.948. A indústria geral gerou 20.941 vagas, enquanto a agropecuária foi o único segmento com saldo negativo, fechando o mês com -5.865 postos. O Brasil alcançou um total de 44,1 milhões de vínculos formais ativos, e a média salarial de admissão foi de R$ 2.032,67, valor que representa alta nominal de 4,7% em relação ao mesmo mês de 2024.

O desempenho do Nordeste contribuiu de forma relevante para o saldo nacional e confirmou a descentralização geográfica da recuperação do emprego formal, com maior dinamismo em estados que tradicionalmente possuem menor participação relativa no total de empregos do país. A criação de vagas no Nordeste foi superior à observada nas regiões Norte (14.898), Centro-Oeste (19.073) e Sul (38.251), e ficou atrás apenas do Sudeste (68.577).

Todos os estados nordestinos registraram saldos positivos

Os saldos de setembro mostram que Pernambuco e Alagoas lideraram regionalmente em números absolutos. Na sequência, aparecem Bahia (11.350 vagas) e Ceará (10.561). Os demais estados também apresentaram crescimento, ainda que em menor escala, reforçando o avanço uniforme da formalização no mercado de trabalho da região.

EstadoAdmissõesDesligamentosSaldo
Pernambuco69.11453.51215.602
Alagoas27.74213.85913.883
Bahia87.36876.01811.350
Ceará62.86852.30710.561
Paraíba24.42018.3366.084
Sergipe16.26710.3055.962
Maranhão25.14121.8713.270
Rio Grande do Norte21.20117.9703.231
Piauí14.73512.3312.404
Total Nordeste348.856276.50572.351

Estoques e saldo acumulado em 2025 reforçam retomada regional

O estoque total de empregos formais na região Nordeste ultrapassou os 9,2 milhões de vínculos ativos em setembro. Os maiores volumes estão concentrados na Bahia (2,2 milhões), Pernambuco (1,57 milhão) e Ceará (1,46 milhão). Os estoques vêm crescendo de forma sustentada desde maio, após oscilações registradas no primeiro trimestre.

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, os estados nordestinos somam 338.090 novas vagas com carteira assinada. A Bahia lidera o saldo acumulado no ano, com 99.732 empregos criados, seguida por Pernambuco (61.620) e Ceará (51.118).

EstadoSaldo acumulado (jan-set)
Bahia99.732
Pernambuco61.620
Ceará51.118
Maranhão30.031
Paraíba26.493
Piauí21.486
Rio Grande do Norte18.395
Alagoas11.282
Sergipe11.282

Expectativa para os próximos meses para o Caged

Segundo o Ministério do Trabalho, o desempenho de setembro foi influenciado pela demanda por contratações temporárias para o final do ano, especialmente nos setores de comércio e serviços. A expectativa é de que o ritmo de admissões se mantenha em outubro e novembro, com impactos diretos sobre a renda, o consumo e a arrecadação nos estados da região.

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