Emprego: PE lidera reação no NE com 8.272 vagas

Ceará e Bahia também são destaque em números absolutos de novos empregos na região. Já Alagoas (1,02%) e Paraíba (0,81%) lideram a variação relativa (outubro comparado a setembro) no país

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Por Ângela Fernanda Belfort e Fernando Ítalo

Emprego formal se recupera no Nordeste, puxado pelo setor de serviços na maioria dos estados
Emprego formal foi puxado, em outubro, pelo setor de serviços, em estados nordestinos, como Pernambuco, Paraíba e Ceará/Foto: Elza Fiuza (ABR)

Embora as taxas de desocupação ainda se mantenham elevadas na região, os estados nordestinos consolidam um movimento de reação na geração de emprego com carteira assinada. Em outubro, Pernambuco foi o estado com maior saldo (8.272 novas vagas) no recorte regional. Os outros oito estados do Nordeste também registraram desempenho positivo, na seguinte ordem: Ceará (6.130 postos), Bahia (5.905), Alagoas (4.163), Paraíba (3.773), Maranhão (2.357), Rio Grande do Norte (2.257), Piauí (2.187) e Sergipe (1.603).

As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que integram o banco de dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o Caged, a liderança no emprego formal, em outubro, incluiu dois estados que vinham mantendo o desemprego em alta: a Bahia e Pernambuco.

Percentualmente, os estados de Pernambuco, Ceará e Bahia apresentaram, respectivamente os seguintes crescimentos (variação relativa) em relação a setembro: 0,58%; 0,48% e 0,30%.

Em Pernambuco, os números são comemorados pelo governo do estado. “O resultado do Caged demonstra que Pernambuco está colhendo os frutos das ações implementadas desde o início do ano para impulsionar a economia e a geração de empregos”, analisa a secretária estadual de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Cristiane Andrade.

“Vale destacar que o somatório de vagas criadas apenas nos últimos três meses, ou seja, agosto, setembro e outubro, foi de 42.881, o que corresponde a 81,7% do total de postos gerados desde janeiro”, destaca.

Cristiane Andrade ressalta ainda que “outro ponto importante em outubro é o crescimento dos setores de serviços e comércio, que chegaram a ultrapassar o da indústria na criação de empregos”.

Vale lembrar que, tradicionalmente, Pernambuco apresenta um desempenho melhor na economia e mercado de trabalho, no segundo semestre. Essa sazonalidade se deve à safra do setor sucroenergético, que geralmente começa em agosto e vai até fevereiro a março.

O setor que mais contribuiu para o desempenho positivo no emprego formal em Pernambuco foi o de Serviços (3.119 vagas formais), seguido Comércio (2.392), Indústria (1.824), Agropecuária (686) e Construção (251). 

No Ceará, em outubro, emprego teve como destaque crescimento em serviços de informação, comunicação e finanças
Emprego no Ceará teve como destaque em outubro a geração de postos em serviços de informação, comunicação e finanças/Foto: Blog Webstore

CE: reação do emprego também é puxada por serviços

O Ceará, 2º lugar no ranking regional do emprego no mês em análise, abriu novos postos de emprego em Fortaleza (3.090), seguida por Maracanaú (505), Eusébio (385), Sobral (323) e Juazeiro do Norte (321). O setor de serviços (2.623 vagas) foi o carro-chefe desse crescimento, assim como em Pernambuco.

Dentre os subsetores dos serviços, o maior saldo foi da Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (1.034). O terciário responde, ao todo, no estado, por 30.191 postos de trabalho.

Em segundo lugar na geração de novos empregos veio o comércio (1.243), seguido pela indústria (1.120). No setor fabril, o incremento foi puxado pela Fabricação de Produtos Alimentícios (489) e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (460).

Na avaliação geral, com o resultado de outubro, o Ceará se mantém como o segundo maior mercado de trabalho do Nordeste, atrás somente da Bahia.

O estado também se destaca com o maior salário médio de admissão no Nordeste, em outubro. O valor – de R$ 1.832,83 – fica acima do que é pago na Bahia (R$1.823,54). Os dois estados superam a média da região (R$ 1.758,75).

AL tem maior variação relativa no Brasil

Alagoas (1,02%) liderou a variação relativa no Brasil, em outubro comparado a setembro. Em segundo lugar, aparece a Paraíba (0,81%). Na média, o Nordeste cresceu 0,50%, acima portanto do país (0,43%).

PB tem crescimento em todos os setores

Em números absolutos, a Paraíba apresentou aumento de número de postos formais nos cinco grandes setores da economia, com serviços à frente (1.199 vagas), seguido pelo comércio (1.035) e construção (946). O saldo da indústria ficou em 341 vagas e agropecuária em 252.

Bahia tem reação no emprego pelo 10º mês

A Bahia consolida um ciclo de recuperação, com o décimo mês seguido de saldo positivo na geração de emprego formal. No entanto, de acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), os números são inferiores aos de setembro (8.847) e outubro de 2022 (6.912).

A instituição frisa que, “em dez meses deste ano, o resultado do mês passado se mostrou melhor apenas que o registrado em janeiro (3.874) e julho (5.214). Esse foi, portanto, o terceiro menor saldo mensal de 2023 até agora”.

No mês em análise, três dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldo positivo de postos de trabalho celetista.

Serviços (4.462 vagas) foi o setor que mais gerou postos. Em seguida, veio o Comércio – liderado por reparação de veículos automotores e motocicletas (2.149 vínculos) – e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (741 empregos). Já os grupamentos de Construção (-1.153 postos) e de Indústria geral (-294 vagas) apresentaram retração.

Com o desempenho de outubro, a Bahia passou a contar, ao todo, com 1.984.145 vínculos celetistas ativos, variação de 0,30% sobre setembro.

Por sua vez, a capital, Salvador, registrou 2.436 novos postos de trabalho no mês e contabilizou 623.199 vínculos celetistas ativos totais, aumento de 0,39% sobre o montante de setembro.

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