- Publicidade -

IA e máquinas autônomas assumem operação de galpões no Nordeste

Com sensores a laser e navegação visual, novas máquinas autônomas garantem fluxo contínuo e reduzem custos operacionais no Nordeste
- Publicidade -
Empilhadeiras autônomas em galpões logísticos no Nordeste
Empilhadeiras autônomas tem sido utilizadas em galpões logísticos no Nordeste e aumentam produtividade e suportam transporte de até 1.500 quilos. Foto: Divulgação

Com o estoque de condomínios logísticos de alto padrão ultrapassando os 30 milhões de metros quadrados em 2024 e taxas de vacância zeradas em estados estratégicos do Nordeste, o foco das grandes empresas deslocou-se de “onde armazenar” para “como movimentar”. Empresas tem apostado na região e oferecido empilhadeiras inteligentes, IA e sistemas automatizados para reduzir custos e ampliar produtividade.

A força dessa demanda ficou ainda mais evidente no fechamento de 2025. Segundo levantamento da Colliers, empresa que atua com serviços imobiliárioso no setor de logistica, o mercado registrou aproximadamente 4,8 milhões de metros quadrados de área locada, com uma absorção líquida próxima de 3,6 milhões de metros quadrados. Esse cenário de alta ocupação e oferta limitada de ativos modernos em localizações estratégicas tem criado um mercado extremamente favorável aos proprietários, mas desafiador para os operadores logísticos, que precisam extrair o máximo de produtividade de cada metro quadrado disponível.

Em entrevista ao Movimento Econômico, o diretor da Tria Empilhadeiras, Humberto Mello, explicou que a movimentação de cargas dentro dos galpões logísticos tem resultado uma transição energética acelerada, onde equipamentos a combustão e baterias de chumbo-ácido estão sendo substituídos por componentes à base de lítio.

A empresa, que possui distribuidores no Ceará e em Pernambuco, oferece também ao mercado regional paleteiras autônomas que combinam funcionalidades de uma transpaleteira elétrica tradicional com capacidade de condução automática.

“As principais tecnologias envolvidas incluem sensores e navegação, que são equipados com sistemas de proteção a laser duplos e câmeras de navegação visual 2D, e bateria de íon-lítio, que possui um design plug-in de 24V/60Ah, permitindo trocas manuais rápidas e minimizando o tempo de inatividade”, explica o executivo.

De acordo com o diretor, os maquinários foram projetados para ser altamente adaptável, desde modos de operação flexíveis, que podem alternar entre modos manual e automático, até capacidade de carga, suportando até 1.500 kg. Dessa forma, a Tria acredita que se cria um ambiente de flexibilidade para diferentes tarefas e ambientes ao mesmo tempo em que se adequa a uma ampla variedade de cargas em diversos setores de uma operação.

“Além disso, o uso da EXP15 pode resultar em aumentos significativos de produtividade, como automação de tarefas repetitivas. Ao assumir tarefas de transporte frequentes, liberam-se os trabalhadores para se concentrarem em atividades de maior valor agregado, bem como permite um fluxo de trabalho mais consistente e reduz o tempo de espera com a capacidade de operar de forma autônoma”, destaca Mello.

Tria empilhadeira
Tria empilhadeiras também atua na região com empilhadeiras movidas a baterias de lítio. Foto: Divulgação

Nordeste abre espaço para automação no mercado logístico

A região vem se consolidando com maior qualidade estrutural dos condomínios logísticos. Dados do relatório da Newmark colocam Pernambuco entre os estados com maior qualidade, ao lado de São Paulo e Minas Gerais.  

Atualmente, o país soma 43,6 milhões m² em condomínios logísticos, volume que ainda revela um enorme potencial de desenvolvimento. Nesse cenário, o Nordeste impressiona pela eficiência: enquanto a média nacional de espaços vagos (vacância) gira em torno de 7,4%, estados como Maranhão, Sergipe e Piauí operam com ocupação total (0,0% de vacância). Isso indica que a demanda local absorve imediatamente qualquer nova oferta de galpões de alto padrão.

Hubs portuários como Itaqui (MA), Pecém (CE) e Suape (PE) são os pilares que permitem à região redesenhar o fluxo de mercadorias no Brasil, aproveitando a proximidade com mercados da Europa e dos Estados Unidos.

Outros estados, como Alagoas, têm ampliado sua capacidade logística e com espaço para ampliar o número de condomínios nos próximos anos.

A Tria Empilhadeiras, cita como exemplo a operação dos Correios, que vem utilizando seus equipamentos para modernizar as operações e suportar o boom logístico. O entendimento do setor é que o Nordeste não é mais apenas um corredor de passagem para mercadorias vindas do Sul e Sudeste, mas um nó central de inteligência logística que demanda o que há de mais avançado em movimentação de carga.

“A TRIA entende o Nordeste como um grande potencial para ampliação de nossa marca e operação de nossos equipamentos. Atendemos a região tanto com soluções técnicas quanto de forma comercial para nossos distribuidores”, destacou Mello.

Condomínios logísticos miram região Metropolitana de Maceió
LOG possui dois condomínios logísticos em Maceió e projeta expandir operações em todo o Nordeste até 2028. Foto: Assesoria

Nordeste deve receber mais investimentos em logística nos próximos anos

Apesar da lotação máxima em alguns estados, empresas do segmento logístico ainda apostam no Nordeste para os próximos anos. A LOG informou ao Movimento Econômico que pretende construir mais 300 mil m² em novos projetos previstos para a região até 2028. O portfólio global da empresa prevê um investimento total de 2 milhões de metros quadrados nos próximos anos.

“O Nordeste é estratégico para a empresa e o objetivo é entregar 500 mil metros quadrados por ano em todo o país até 2028, com foco em polos estratégicos como a região Nordeste, que se consolidou como um ponto relevante para a malha logística de grandes empresas”, disse a empresa.

Leia mais: Lentes de alta tecnologia viram arma do setor óptico contra o uso de telas

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -