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Com R$ 550 milhões, Tecto inaugura 2º data center em Fortaleza voltado a big techs

Novo data center promete quadruplicar capacidade da empresa no Ceará e reforçar o estado como hub digital da América do Sul
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Com investimento de R$ 550 milhões, novo datacenter em Fortaleza fortalece ecossistema digital e demanda por IA e nuvem
Mega Lobster gera 450 empregos, atrai big techs e coloca Ceará no mapa global de data centers e cabos submarinos. Foto: Divulgação/Tecto

A Tecto Data Centers inaugura no dia 23 de outubro o Mega Lobster, seu segundo data center em Fortaleza, com investimento de R$ 550 milhões. Localizado na Praia do Futuro, o empreendimento terá potência total de 20 megawatts, dos quais 15 MW dedicados a equipamentos de TI.

A capacidade representa salto de quase quatro vezes em relação ao Big Lobster, primeiro data center da Tecto na capital cearense, inaugurado em fevereiro de 2023 com R$ 200 milhões. “O Big Lobster teve toda a sua capacidade vendida e já temos demandas de clientes para o Mega Lobster”, afirma André Busnardo, diretor comercial da Tecto.

O data center foi construído em 12 meses, em área de 13 mil m². O espaço contará com 10 data halls integrados aos demais data centers da Tecto no Brasil e na Colômbia, à CLS (Cable Landing Station) e à rede da V.tal, com conexão a seis países: Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Venezuela, Bermudas e Chile.

“Essa conexão com os cabos submarinos da V.tal nos permite armazenar e processar os dados além de realizar o tráfego desses dados numa rede de alta velocidade e capacidade e baixa latência”, explica Busnardo. O data center também oferecerá acesso ao PIX Central do Ceará, segundo maior ponto de troca de tráfego de internet do Brasil.

Demanda concentrada em IA e cloud computing

Segundo o diretor comercial, a demanda vem principalmente de big techs, provedores de nuvem, streaming e inteligência artificial. “A gente tem visto a demanda crescer significativamente nos últimos anos pelo avanço da IA, machine learning, IoT, realidade aumentada, entre outras tecnologias emergentes”, afirma.

Busnardo explica que Fortaleza concentra acesso direto a cabos submarinos e abriga o segundo maior ponto de troca de tráfego da América Latina. Em São Paulo, onde a Tecto também atua, há demanda por data centers maiores. “Em São Paulo, existe uma demanda maior por maiores centros de dados que processam alto volume de dados, como o projeto de Santana de Parnaíba, que em breve iniciará as obras e terá 200 MW”, compara.

Sustentabilidade e geração de emprego

O empreendimento será abastecido com energia 100% renovável. O sistema de refrigeração utilizará air cooling através da Central de Água Gelada em circuito fechado, que permite zero consumo de água.

“A sustentabilidade foi prioridade desde o início do projeto. O Mega Lobster opera com um sistema de resfriamento avançado para manter o PUE otimizado, com circuito fechado de água”, explica Busnardo. Segundo ele, a empresa trabalha com energia renovável em contratos de longo prazo.

O data center gera cerca de 450 empregos diretos e indiretos entre construção e operação. A Tecto acumula mais de R$ 700 milhões investidos na região considerando os dois data centers.

“Com isso, fortalecemos o ecossistema digital do Ceará, atraindo novos players e consolidando Fortaleza como porta de entrada digital do Brasil”, afirma Busnardo. O executivo destaca que a cidade passa a ser reconhecida como um dos principais hubs tecnológicos da América do Sul.

André Busnardo - diretor Comercial da Tecto Datacenters
André Busnardo, diretor comercial da Tecto Datacenters, afirma que o Ceará continua sendo prioridade. Foto: Divulgação/Tecto

Planos de expansão

O Mega Lobster integra plano de investimento de US$ 1 bilhão da companhia em novos projetos. Além de Fortaleza, a Tecto tem projetos em Santana de Parnaíba e Porto Alegre.

Sobre novos empreendimentos no Nordeste, Busnardo explica que as decisões seguem demandas de clientes e critérios estratégicos. “A escolha da cidade ou do terreno considera fatores como disponibilidade de energia e infraestrutura de rede confiável, custos operacionais competitivos, latência e proximidade a pontos de troca de tráfego e, também, resiliência frente a riscos ambientais”, detalha.

“O Ceará já reúne muitas dessas condições e segue como prioridade. Ao mesmo tempo, avaliamos continuamente outras regiões do país que possam atender a esses requisitos, sempre com foco em garantir performance, segurança e previsibilidade para os clientes”, afirma Busnardo.

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