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Jaques Wagner deixa a liderança do governo no Senado após operação da PF

​Senador baiano decide se afastar do cargo em comum acordo com o presidente Lula para focar em sua defesa e nas articulações das eleições
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  1. Jaques Wagner deixa liderança do Senado em acordo com presidente Lula após operação da PF
  2. Senador nega irregularidades e afirma prioridade em provar inocência e apoiar reeleições de aliados
  3. Operação Compliance Zero aponta recebimento de R$ 3,5 milhões de banqueiro do Banco Master
  4. Investigação identifica suspeitas de apartamento luxo avaliado em R$ 2,5 milhões e ingressos para shows
  5. Defesa contesta acusações na Justiça e senador afirma estar tranquilo com avanço das investigações
Jaques Wagner
A saída estratégica visa blindar o Palácio do Planalto e permitir que o parlamentar estruture sua defesa jurídica. “Minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues”, disse o senador. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou oficialmente que está deixando a liderança do Governo Federal no Senado de forma definitiva. A decisão sobre o afastamento da função parlamentar ocorreu, segundo ele, em comum acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem o congressista se reuniu no Palácio da Alvorada, em Brasília.

​A saída do posto mais importante da base governista no Congresso Nacional acontece exatamente uma semana depois de o senador se tornar alvo de mandados judiciais. No dia 18 de junho, a Polícia Federal (PF) realizou ações de busca e apreensão nos endereços residenciais de Jaques Wagner localizados em Brasília e em Salvador.

O foco político e as eleições na Bahia

A saída estratégica visa blindar o Palácio do Planalto e permitir que o parlamentar estruture sua defesa jurídica. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, declarou Jaques Wagner em comunicado divulgado em suas redes sociais.

​O senador ressaltou que a escolha foi tomada de forma tranquila e amigável com a chefia do Poder Executivo nacional. “Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, completou.

Histórico da investigação e o Banco Master

​Os investigadores da Operação Compliance Zero apontam indícios de que o senador teria atuado nos bastidores do Congresso Nacional em benefício de interesses privados do mercado financeiro.

A apuração aponta que Jaques Wagner recebeu supostas vantagens econômicas ilícitas oriundas do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição Banco Master. A Polícia Federal identificou transações financeiras suspeitas de R$ 3,5 milhões destinadas a uma empresa ligada a familiares do político baiano.

Além dos repasses em dinheiro, o inquérito em andamento avalia o suposto recebimento de um apartamento de luxo na capital baiana avaliado em R$ 2,5 milhões e ingressos para shows internacionais custeados por empresas do grupo investigado.

Defesa contesta as alegações na Justiça

Logo após o cumprimento das medidas de busca e apreensão determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o congressista se pronunciou publicamente rebatendo as acusações apresentadas pela PF.

Em entrevista concedida à emissora Band News, Jaques Wagner negou categoricamente a prática de qualquer irregularidade e declarou estar “absolutamente tranquilo” em relação ao avanço das investigações.

​A equipe jurídica responsável pela defesa técnica do parlamentar protocolou uma petição oficial junto ao STF solicitando a anulação completa de todas as buscas realizadas pela corporação.

Os advogados do político argumentam que ele jamais promoveu movimentos legislativos que gerassem vantagens ao Banco Master e reforçam que o montante em espécie localizado nos imóveis possui origem lícita documentada.

Com informações da Agência Brasil.

Leia também: Polícia Federal mira Jaques Wagner na 9ª fase da Operação Compliance Zero

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