PF convoca General Heleno para depor no caso da ‘Abin Paralela’

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O depoimento do general Heleno foi marcado para a próxima terça-feira (6/2) na sede da PF, em Brasília. Foto: Arquivo Agência Brasil

A Polícia Federal convocou, nesta terça (30/1), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), general Augusto Heleno, sobre as suspeitas da existência de uma “Abin paralela” nos últimos anos.

O depoimento do general Heleno foi marcado para a próxima terça-feira (6/2) na sede da PF, em Brasília. Ele irá depor para a equipe que conduz o atual inquérito. A Abin, na época, era subordinada à pasta que o general comandava.

Existem suspeitas se Heleno tinha conhecimento das supostas ilegalidades cometidas supostamente por Ramagem na Abin e quem eram os destinatários dos produtos e relatórios produzidos. O general era o chefe na cadeia hierárquica.

Segundo fontes da PF, existem indicativos no inquérito, ainda em sigilo, que demonstrariam que o general Heleno tinha ciência e fomentava essas supostas ações ilegais de espionagem.

Lula demite número 2 da Abin

Está publicada em edição extra do Diário Oficial da União, na noite desta terça-feira (30), a exoneração de Alessandro Moretti do cargo de Diretor-Adjunto da Agência Brasileira de Inteligência.

A função passa a ser exercida por Marco Aurélio Chaves Cepik que fica dispensado da função que ocupava até então.

Abin paralela

A Polícia Federal (PF) investiga se o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) usava assessores para solicitar informações de forma ilegal por meio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A suspeita está no relatório de investigação que baseou a operação desta segunda-feira (29/1) contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em uma das mensagens obtidas pelos investigadores, Luciana Almeida, apontada como assessora de Carlos Bolsonaro, entra em contato com Priscila Pereira e Silva, identificada como assessora do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, para solicitar “ajuda ” da “Abin paralela”.

Na decisão na qual autorizou as buscas e apreensões contra Carlos Bolsonaro e os demais envolvidos na investigação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), argumenta que as provas obtidas até o momento demonstram a existência de uma “organização criminosa” para realizar ações clandestinas na Abin.

“Os elementos de prova colhidos até o momento indicam, de maneira significativa, que a organização criminosa infiltrada na Abin também se valeu de métodos ilegais para a realização de ações clandestinas direcionadas contra pessoas ideologicamente qualificadas como opositoras, bem como para fiscalizar indevidamente o andamento de investigações em face de aliados políticos”, escreveu Moraes.

Na quinta-feira (21), o ministro também autorizou buscas contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Abin durante o governo de Jair Bolsonaro.

De acordo com o processo, Ramagem, policiais e delegados da PF que estavam cedidos para a Abin, além de servidores do órgão, teriam participado de uma organização criminosa para monitorar ilegalmente autoridades públicas. O caso é conhecido como “Abin paralela”.

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