João Campos consolida nova aliança e torna Antônio Coelho secretário de Turismo do Recife

O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, apontado como líder do grupo hoje em dia também foi citado como um dos articuladores dessa nova aliança
O prefeito João Campos (PSB) ao lado do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União), e do agora secretário de Turismo do Recife, Antônio Coelho. Foto: Movimento Econômico.
O prefeito João Campos (PSB) ao lado do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União), e do agora secretário de Turismo do Recife, Antônio Coelho. Foto: Movimento Econômico.

No ato de posse do deputado estadual Antônio Coelho como secretário de Turismo do Recife, o prefeito João Campos (PSB) pregou o clima de unidade na reaproximação com o grupo político da família dos Coelhos, nesta sexta-feira (22/9), na sede da Prefeitura. João Campos rememorou antigas alianças entre seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, e o ex-senador e ex-líder do Governo Bolsonaro, Fernando Bezerra Coelho, que estava presente ao evento para respaldar o ingresso do novo secretário na sua gestão.

“Eu queria poder começar falando e saudando Fernando Bezerra Coelho. Você, como amigo do meu pai e alguém que ajudou Eduardo Campos a construir o Pernambuco que a gente viu. O meu pai era o maior animal político que eu já vi. Acreditava e fazia política 24 horas por dia, não parava, era um cara incansável. Ele tinha uma máxima na vida, que ele se valia pelo bem que ele podia fazer e pela capacidade de juntar. Eu fui testemunha e fui um privilegiado de ver isso de perto. De ver a relação de vocês de perto”, disse João Campos.

O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, apontado como líder do grupo hoje em dia também foi citado como um dos articuladores dessa nova aliança. “Força política por si só não vale se ela não vier transformando. Foi isso que Miguel fez em Petrolina. Fez uma gestão, e quem de fora pode falar de Miguel se mais de 90 % da cidade o aprovava? Então, Miguel pôde traduzir na prática o que era a capacidade de tirar do campo da ideia e poder realizar. Fez uma gestão muito bem exitosa. É uma liderança política importante do estado de Pernambuco. Não tenho dúvida que, na nossa geração, ele é um pouquinho mais velho que eu, mas a gente está dentro da mesma geração. Vai ser um cara com uma carreira brilhante, e ainda vai poder fazer muito”, apontou João Campos.

Por sua vez, Miguel Coelho que foi candidato ao governo de Pernambuco contra o PSB, que tinha na cabeça da chapa Danilo Cabral, foi questionado contra as duras críticas que fazia à administração do ex-governador Paulo Câmara, que se desfiliou da legenda socialista ao deixar o Governo.

“A gente percebe que tem uma nova liderança no PSB, o que estava atrasando o Pernambuco já saiu do partido, a gente percebe que João, através do seu diálogo, da sua capacidade de articulação e, principalmente, posso aqui dizer também com a humildade de querer ouvir, a gente conseguiu construir essa convergência. Tudo que eu falei em 22, eu reitero, até porque acho que o Pernambuco estava no caminho errado e o povo de Pernambuco acreditou nisso também, tanto que votou na eleição na candidatura de oposição. Mas agora isso passou, a gente precisa trabalhar para que a gente possa ter nessas novas alianças um projeto de Estado, um projeto de poder, mas um projeto de mudança e de transformação”, respondeu Miguel.

O ex-prefeito de Petrolina também deu esclarecimentos ao fato de ter feito oposição à candidatura de Lula a presidente, assim como de Fernando Bezerra Coelho ter assumido o cargo de líder bolsonarista no Congresso. “O Brasil, ele tem mantido, a gente tem três ministérios no governo federal, então é natural que o nosso partido possa estar participando dessa base de apoio. O próprio prefeito João deu um exemplo agora, o presidente Lula abriu ainda mais espaço para novas adesões, como o caso aqui do partido republicano, do ministro Silvio Costa Filho, do próprio PP, que também tinha ali a base, que fazia parte da base de apoio do ex-presidente Bolsonaro. Então, acho que a gente pode olhar, querer fazer política olhando pelo retrovisor”, afirmou Miguel Coelho.

“Acho que o que tem do passado tem que servir de referência e de lição. A gente tem que ter a humildade e a capacidade de construir para frente e é isso que o presidente Lula tem tentado imprimir no seu governo e a gente precisa, como o João disse aqui, trazer isso para o nosso quintal, que é Pernambuco, para que a gente possa ampliar os arcos de alianças e com isso tirar do campo das ideias aquelas obras que vão impactar e transformar a vida dos que precisam”, completou Miguel Coelho.

O prefeito também contou com a presença da vice-prefeita, Isabela de Roldão, do PDT, e do ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz, também do PDT, para mostrar que conta com o partido na sua base. De certa forma, Campos responde ao PT, que através da sua presidente nacional Gleisi Hoffmann condicionou seu apoio no palanque do socialista à vaga de vice na chapa de candidatura à reeleição do prefeito.

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