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RN perde R$ 42 mi em royalties com queda de 15,8% na produção de petróleo

Campos maduros onshore e offshore registram retração simultânea no 1º trimestre de 2026; Brava Energia e PetroRecôncavo concentram 97% da produção terrestre de petróleo
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  1. RN registrou queda de 15,82% na produção de petróleo no primeiro trimestre de 2026 comparado ao mesmo período anterior.
  2. Redução de royalties chegou a R$ 41,99 milhões, caindo de R$ 173,79 milhões para R$ 131,80 milhões no trimestre.
  3. Produção de gás natural também recuou 17,68%, passando de 95,32 milhões para 75,93 milhões de m³ em terra.
  4. SEDEC atribui queda ao amadurecimento dos campos produtores e aponta necessidade de investimentos em técnicas de recuperação secundária.
  5. Brava Energia domina produção onshore com 65,11%, enquanto Brava e PetroRecôncavo concentram 97,04% da extração terrestre.
Cavalo mecânico de produção onshore de petróleo
Extração de petróleo no Rio Grande do Norte possui seis operadoras independentes que atuam no segmento terrestre. Foto: Bruna Justa/Agência Sebrae

O Rio Grande do Norte produziu 2,41 milhões de barris de petróleo e 88,69 milhões de m³ de gás natural no primeiro trimestre de 2026, retrações de 15,82% e 17,68%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Boletim de Petróleo e Gás do RN divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC/RN) com base em dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda na produção reduziu os royalties distribuídos ao estado e aos municípios potiguares de R$ 173,79 milhões para R$ 131,80 milhões, recuo de 24,16% e perda absoluta de R$ 41,99 milhões no período.

A produção em terra recuou de 2,68 milhões para 2,25 milhões de barris de petróleo (queda de 15,85%) e de 95,32 milhões para 75,93 milhões de m³ de gás natural (redução de 20,34%). No mar, o petróleo passou de 192,72 mil para 163 mil barris (retração de 15,42%), enquanto o gás natural avançou de 12,41 milhões para 12,75 milhões de m³ (alta de 2,75%). A produção média diária onshore alcançou 25,02 mil barris de petróleo e 843,27 mil m³ de gás natural no trimestre.

A SEDEC atribuiu a retração ao amadurecimento dos campos produtores, com redução natural da pressão dos reservatórios ao longo do tempo, e apontou a necessidade de investimentos contínuos em técnicas de recuperação secundária, como injeção de água e vapor.

Brava e PetroRecôncavo dominam o onshore

Seis operadoras independentes atuam no segmento terrestre potiguar. A 3R Petroleum (atual Brava Energia) liderou a produção onshore com 1,46 milhão de barris, equivalente a 65,11% do total. A PetroRecôncavo ocupou a segunda posição com 719,5 mil barris e participação de 31,93%. Juntas, as duas empresas concentraram 97,04% da produção terrestre. As demais operadoras respondem pela parcela remanescente: Mandacaru Energia (2,25%), Níon Energia (0,52%), Phoenix Óleo e Gás (0,10%) e Petrosynergy (0,09%).

No offshore, a Brava Energia manteve dominância com 87% da produção marítima (142,5 mil barris), enquanto a Petrobras respondeu pelos demais 13% (20,5 mil barris). O boletim registrou que a estatal sinaliza retomada gradual de investimentos no segmento offshore potiguar.

Canto do Amaro lidera e petróleo em terra e Lorena se destaca no gás

Entre os 15 principais campos terrestres, o Campo de Canto do Amaro liderou a produção de petróleo com 487,77 mil barris e 519 poços produtores. Em seguida, Estreito registrou 326,51 mil barris (756 poços) e Alto do Rodrigues, 217,74 mil barris (462 poços). Para o gás natural, o destaque foi o Campo de Lorena, com produção próxima de 19,27 milhões de m³, seguido por Livramento (10,53 milhões de m³) e Brejinho RN (6,85 milhões de m³). No offshore, o Campo de Macau concentrou 87% da produção marítima de petróleo (142,5 mil barris), enquanto o Campo de Pescada liderou o gás natural offshore com 8,54 milhões de m³.

A série histórica mensal indica tendência de queda acumulada desde o segundo semestre de 2025. Em fevereiro de 2026, a produção atingiu o menor volume do trimestre, com 737,9 mil barris, seguida de recuperação parcial em março (824,2 mil barris). No mesmo mês de 2024, a produção havia sido de 965,8 mil barris.

Royalties: queda maior para o estado do que para os municípios

Os royalties distribuídos ao Rio Grande do Norte totalizaram R$ 45,79 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 31,88% em relação aos R$ 67,22 milhões do mesmo período de 2025. Os municípios potiguares receberam R$ 86,01 milhões, redução de 19,28% sobre os R$ 106,57 milhões de 2025. A queda proporcional foi mais acentuada nos repasses estaduais do que nos municipais, o que elevou a participação dos municípios na distribuição total de 61,32% para 65,26%, enquanto a fatia do estado recuou de 38,68% para 34,74%.

Entre os municípios, Grossos liderou os repasses com R$ 15,93 milhões, seguido por Serra do Mel (R$ 14,19 milhões), Alto do Rodrigues (R$ 7,85 milhões) e Felipe Guerra (R$ 7,34 milhões). Apenas os 20 maiores beneficiários concentraram 95,46% dos recursos municipais, o equivalente a R$ 82,11 milhões. O boletim ressaltou a elevada dependência de parte dos municípios potiguares em relação às receitas petrolíferas como fonte de financiamento das administrações locais.

*Com informações do Governo do RN

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