Economia circular e os impactos ao meio ambiente, por Sueli Cossuol

Ao adotar uma abordagem circular, podemos promover a sustentabilidade ambiental e econômica, contribuindo para o bem-estar de toda a cadeia.
Sueli Cassuol
Sueli Cossuol/Foto: divulgação

Sueli Cossuol* 

A economia circular é uma abordagem de gestão de recursos que tem como objetivo reduzir o desperdício e maximizar a sua eficiência, promovendo um sistema econômico mais sustentável e resiliente.

Oposto ao modelo que extrai, produz, consome e descarta, a economia circular busca manter os materiais em uso pelo maior tempo possível, minimizando a extração de recursos naturais e reduzindo o impacto ambiental. E acredito que este é um modelo extremamente importante para aumentar a sustentabilidade em vários setores da economia, incluindo a construção civil.

Isso porque a geração de resíduos sólidos ainda é um dos principais problemas ambientais deste setor. Segundo a Abrecon (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição), o Brasil recicla apenas 21% dos resíduos da construção civil, apesar de possuir o potencial de aumentar este percentual para 98%.

O aumento da reciclagem de resíduos passa, necessariamente, pela adoção em toda a cadeia de produção, já que está diretamente ligada aos desafios ambientais e sociais que enfrentamos atualmente. Entre eles, o aumento da população mundial e a crescente demanda por recursos naturais, que colocam pressão cada vez maior sobre o meio ambiente, enquanto o desperdício e a poluição estão causando danos irreparáveis à biodiversidade e à qualidade de vida das pessoas.

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A cada ano, mais de 90 milhões de unidades de pneus são descartados no país, o que equivale a 450 mil toneladas, segundo dados da Abrerpi (Associação Brasileira de Empresas de Reciclagem de Pneus Inservíveis). Cada pneu possui, em média, um tempo de vida útil de cerca de 5 a 6 anos, mostrando o grande problema que o acúmulo de pneus descartados incorretamente podem ocasionar e o tempo de decomposição dos materiais é cerca de 600 anos.

Ao meu ver, é de suma importância que empresas e a sociedade civil como um todo se unam em prol da defesa do meio ambiente. Não dá mais para produzir ou consumir produtos e serviços sem levar em consideração a sustentabilidade de todo o processo. O mundo depende de mudanças que tornem o nosso sistema mais verde e que garanta um planeta mais saudável para as próximas gerações.

Ao adotar a economia circular, empresas e governos podem promover uma abordagem mais consciente e responsável em relação aos recursos naturais e materiais. Ao invés de desperdiçar materiais, esses são reutilizados, reciclados e recuperados, permitindo a redução dos custos de produção, do desperdício e a criação de novos mercados e oportunidades.

Ela também tem o potencial de gerar benefícios sociais significativos. Melhorando a saúde e o bem-estar das comunidades, enquanto o aumento da eficiência pode resultar em maior disponibilidade de recursos para todos. Além disso, novos empregos em setores como a reciclagem e a reutilização dos materiais podem ser gerados por meio deste sistema.

Se considerarmos os desafios que enfrentamos em relação à escassez de recursos e à mudança climática. Ao adotar uma abordagem circular, podemos promover a sustentabilidade ambiental e econômica, contribuindo para o bem-estar de toda a cadeia.

A transição para a aplicação da economia circular pode ser desafiadora, mas é uma mudança necessária e urgente para garantir um futuro sustentável para todos.

*Sueli Cossuol é diretora executiva da Amera, formada em logística pela Universidade de Vila Velha, no Espírito Santo. Há mais de 19 anos, atua na área de comércio exterior com experiências em importação, exportação e despacho aduaneiro, trabalhando em empresas como HandLine, Danesi, Jas WorldWide e UNION Vix. Também foi diretora de operações na FortFlex. Em 2022, assumiu a diretoria executiva da Amera.

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