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Complexo de energia eólica offshore do RN obtém licença inédita do Ibama

O projeto pioneiro da planta-piloto offshore foi apresentado, na última sexta-feira (25), ao Conselho Regional do SENAI-RN
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Foto: Renata Moura - FIERN
Os estudos de engenharia para implantação do complexo de energia eólica offshore do RN devem durar entre 14 e 18 meses. Foto: Renata Moura – FIERN

Desenvolvido pelo SENAI-RN, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), o complexo de energia eólica offshore do Rio Grande do Norte funcionará como um Sítio de Testes para estudos e desenvolvimento de tecnologias que potencializarão os investimentos no setor de energia eólica offshore no Brasil. O projeto foi o primeiro desta natureza do país a obter licença ambiental do Ibama – passo fundamental para a sua implementação.

A licença prévia pioneira no Brasil foi entregue ao SENAI no dia 24 de junho, em cerimônia na sede do Ibama, em Brasília. O documento atesta a viabilidade ambiental na fase de planejamento e estabelece requisitos para as próximas etapas do licenciamento. 

Segundo Roberto Serquiz, presidente da FIERN e do Conselho Regional do SENAI-RN, “a licença foi um ponto de partida crucial. Estamos empenhados em garantir que fatores externos não prejudiquem o cronograma previsto. Não há atualmente nenhum aerogerador offshore no país, e esse projeto ajudará a criar o modelo nacional para essa tecnologia”.

Foto: Renata Moura - FIERN
Diretor do SENAI-RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), Rodrigo Mello, detalhou o empreendimento ao Conselho Regional da instituição. Foto: Renata Moura – FIERN

Próximos passos

A planta-piloto será instalada na região de Areia Branca, a aproximadamente 330 km de Natal, e contará com dois aerogeradores de 12,25 MW cada, totalizando 24,5 MW de potência. Localizada a uma profundidade de 7 a 8 metros, a área fica a cerca de 4,5 km do Porto-Ilha de Areia Branca, principal ponto de escoamento do sal brasileiro, e foi escolhida por sua relativa segurança ambiental, distante de recifes de coral e zonas de pesca tradicionais.

Os estudos de engenharia estão previstos para durar entre 14 e 18 meses, dependendo da captação de investidores para as próximas etapas. A fase de construção, montagem e comissionamento deve levar aproximadamente um ano e meio. Após isso, a operação, prevista para durar cerca de 25 anos, será continuamente avaliada, servindo como um laboratório vivo para testar novas tecnologias e responder questões sobre o impacto ambiental, social e econômico da energia offshore.

Inovação e sustentabilidade

Rodrigo Mello, diretor do SENAI-RN e do ISI-ER, destacou que “este será um laboratório vivo, onde novas tecnologias serão constantemente testadas e avaliadas. Nosso objetivo é entender o desempenho dos equipamentos em condições reais do mar brasileiro e estudar possíveis impactos ambientais, como alterações na fauna marinha e na flora”.

Além de contribuir para o avanço tecnológico, o projeto visa também à redução das emissões de gases de efeito estufa. A energia gerada será utilizada para abastecer o Porto-Ilha, tornando-se o primeiro porto do Brasil a operar 100% com energia renovável.

Contexto e impacto econômico

A iniciativa reforça o papel do Rio Grande do Norte como polo de inovação em energias renováveis e tecnologia industrial. Em paralelo, o Conselho Regional do SENAI-RN também apresentou os resultados financeiros da instituição no primeiro semestre e destacou a realização do I Fórum de Empregabilidade do Sistema Indústria, evento que reuniu empresas, estudantes e profissionais em busca de oportunidades no mercado de trabalho.

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Parque eólico offshore/Foto: MME/Divulgação

Segundo Serquiz, o evento ajudou a desmistificar o perfil do centro de tecnologia do SENAI, que vai além da energia, apoiando também a indústria de transformação. Com cerca de mil participantes, o fórum contou com a presença de empresas de diversos setores, incluindo

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