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UFPE terá 5 INCTs que vão receber um aporte de R$ 61,1 milhões

Os 5 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) vão desenvolver pesquisas e fazer transferência de tecnologia
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A inteligência artificial a cada dia ganha mais espaço nas administrações públicas (Foto gerada por IA no Adobe Firefly)
Os INCTs que serão coordenados pela UFPE são ligados à área de tecnologia. (Foto gerada por IA no Adobe Firefly)

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) vai coordenar cinco Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) que vão receber um aporte de R$ 61,1 milhões bancados por um edital lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Todos são da área de tecnologia. Os recursos serão empregados em pesquisa – incluindo da teórica à aplicada -, inovação e transferência de tecnologia, entre outros.

A iniciativa é importante por vários motivos, incluindo o desenvolvimento de novas tecnologias. O INCT também vai fazer uma cooperação entre a academia e a iniciativa privada, o que inclui a transferência de tecnologia, o que é importante para as empresas desenvolverem novos produtos e se atualizarem. Um dos principais problemas do Brasil é a dificuldade de transferência de tecnologia entre a academia e a iniciativa privada.

Os institutos aprovados foram: INCT de Fotônica (Info), INCT em Computação Neural (INCT NeuroComp), INCT para Engenharia de Software baseada em e para Inteligência Artificial (Ines.IA), INCT em Computação Quântica Aplicada (INCT – CQA) e INCT Instituto Nacional de Sistemas de Informação e Decisão (Insid). Todas estas áreas estão ligadas ao desenvolvimento de novas tecnologias que estão sendo incorporadas em várias atividades, como educação, medicina etc.

Os INCTs contam com a participação de um grande número de pesquisadores, envolvendo os mais relevantes de cada uma dessas áreas no Brasil. “Então, esses INCTs conseguem agregar um maior adensamento de sinergia entre os pesquisadores para gerar resultados de mais impacto. Tanto no âmbito da pesquisa básica, quanto na inovação, transferência de tecnologia e divulgação científica das pesquisas relacionadas a cada uma dessas temáticas”, resume o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPE, Pedro Carelli.

Pro-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPE, Pedro Carelli, fala que as pesquisas desenvolvidas pelos INCTs contarão com a participação dos pequisadores mais relevantes do País. Foto: UFPE/Divulgação

Cada INCT coordena uma temática em nível nacional

Segundo ele, esta estratégia de uma pesquisa coordenada em nível nacional agrega mais sinergia e relevância nas pesquisas e nos desdobramentos dessas pesquisas. Cada um dos cinco INCTs pode receber até R$ 15 milhões. O volume dos recursos é maior nos ICTS que vão desenvolver experimentos e precisarão comprar mais equipamentos.

Cada INCT terá uma coordenação de uma instituição que é a sede do instituto, recursos humanos qualificados e laboratórios. As pesquisas devem começar no segundo semestre de 2025 e podem durar até cinco anos. No Brasil inteiro, o CNPQ aprovou a implantação de 121 INCTs nos quais serão empregados R$ 1,5 bilhão, bancados pelo CNPQ.

Só ganha a coordenação dos INCTs as instituições que já têm instalações físicas onde são desenvolvido projetos na área contemplada.

A lógica dos INCTs é inspirada na que foi criada pela Alemanha para difundir novas tecnologias para a sua indústria. As pesquisas se concentravam por áreas em cada um dos centros de tecnologia com os cientistas daquela área, compartilhando os seus projetos. Cada centro dominava uma área e as descobertas eram compartilhadas com os que atuavam naquele setor, incluindo a transferência de tecnologia para as empresas.

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