
Um estaleiro sul-coreano vai fazer a conversão do navio do tipo FSU para FSRU a ser usado no Terminal de Regaseificação (Regás) do Porto de Suape. O FSRU é a embarcação que faz o processo de regaseificação depois que o Gás Natural Liquefeito (GNL) chega ao atracadouro, enquanto o FSU é usado para fazer o armazenamento do GNL. A expectativa é de que a embarcação chegue a Suape – como FSRU – em dezembro de 2026. O investimento total no empreendimento será de R$ 1,5 bilhão.
Até agora, foram investidos R$ 40 milhões. E devem ser empregados mais R$ 100 milhões nos próximos seis meses. O Regás é importante porque vai aumentar a disponibilidade de gás natural para as empresas, principalmente no Nordeste, embora a empresa possa fornecer para estados mais distantes, usando a rede de gasodutos da TAG.
Durante a Gastech 2025, em Milão, a diretoria da Oncorp que está à frente da implantação do empreendimento realizou a primeira reunião oficial com o estaleiro que fará a conversão do navio FSU para FSRU. A regaseificação feita no FSRU deixa o produto em estado gasoso podendo ser transportado por gasodutos. O nome do estaleiro não pode ser divulgado por questões de confidencialidade.
Ainda no encontro em Milão, foram agendadas visitas para o fim do ano para a equipe acompanhar in loco o avanço dos trabalhos. O diretor-presidente da OnCorp, João Mattos, diz que a reunião foi fundamental para alinhar expectativas e definir as próximas etapas, incluindo um cronograma a ser executado. Segundo ele, o momento é decisivo para o setor no Brasil, diante da maturidade do mercado de gás e da necessidade de novos projetos termelétricos que vão surgir.

Regás vai trazer uma maior oferta de gás à região
“O gás natural assume protagonismo como combustível de baixo carbono, e temos orgulho de implantar o primeiro terminal de GNL que iniciará operação já conectado à malha de transporte”, afirma Mattos. A conexão será possível graças ao termo de compromisso assinado entre o Regás e a Transportadora Associada de Gás (TAG), que tem uma rede de dutos que conecta o Nordeste aos Estados do Sudeste.
A empresa já iniciou as obras físicas no Porto de Suape, o que inclui a recuperação do Cais de Múltiplo Uso (CMU) do atracadouro pernambucano.
O Regás está sendo implantado pela OnCorp e Shell. A OnCorp é uma holding brasileira que atua nos mercados do Brasil e da Argentina, principalmente no setor de produção e serviços de geração de energia termoelétrica independente em pelo menos cinco projetos que geram mais de 600 megawatts (MW) por mês, incluindo uma usina solar em Ribeirão, a 90 km do Recife, e um projeto de geração que usa grande baterias na Amazônia.
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