
O novo ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, tomou posse nesta quinta-feira e engrossou o grupo dos pernambucanos no primeiro escalão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E não apenas isso: com seis nomes, é o maior número de colaboradores de Pernambuco simultaneamente no Governo Federal.
Ao assumir o mandato, em janeiro de 2023, o presidente Lula convocou quatro pernambucanos para a sua equipe, igualando em número o total de auxiliares do Estado chamados por Michel Temer, em 2016. Nos convites que fez aos seus conterrâneos, Nos convites feitos aos seus conterrâneos, o petista recorreu ora à cota partidária, ora à pessoal, no caso da ministra de Ciência e Tecnologia, em ambos.
Articulador importante no seu primeiro Governo, José Múcio recebeu a missão mais espinhosa, que só poucos amigos aceitam, que foi comandar o Ministério da Defesa, num momento em que os quartéis ainda fervilhavam após a derrota de Jair Bolsonaro. Logo no início da gestão, o pernambucano teve que ser a ponte para serenar os ânimos entre o comando militar e integrantes do Governo, que o consideravam muito passivo diante da barbárie ocorrida em Brasília no dia 8 de janeiro. Com muito jogo de cintura, pacificou o que parecia impacificável.
Outro que entrou pela cota pessoal do presidente foi o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias. Formado em Direito e contemporâneo de faculdade da Governadora Raquel Lyra, ele ficou conhecido no episódio em que a então presidente Dilma Rousseff sugeria a Lula que o “Bessias” levasse para assinar um documento que tornaria o ex-presidente ministro da Casa Civil. Seria uma estratégia para travar o processo que tramitava em 1º instância, em Curitiba. Caso fosse nomeado, passaria a ter foro privilegiado e a investigação travaria.
Derrotado na tentativa de conquistar uma cadeira no Senado, em 2022, o pernambucano André de Paula foi a indicação do PSD para assumir o Ministério da Pesca e Aquicultura. Assim como os outros três, está desde o início do Governo, mas está sob risco, já que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ameaçou diversas vezes lançar candidatura própria à Presidência, em 2026. Também não garante apoio ao presidente Lula.
Quinto pernambucano a ingressar na equipe do petista, Silvio Costa Fillho foi uma indicação do Republicanos e vem sendo elogiado pelo desempenho na pasta de Portos e Aeroportos. Mas assim como André de Paula, equilibra-se entre a base governista e a ameaça do seu partido de ter candidatura própria à presidência da República, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Frederico Siqueira Filho chega ao Ministério das Comunicações numa vaga oferecida ao União Brasil, mas apadrinhado pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre. Ex-presidente da Telebras, é formado em Engenharia Civil pela Universidade de Pernambuco, tem 26 anos de experiência no setor de telecomunicações e assume o cargo após a recusa do deputado Pedro Lucas. Embora pernambucano, ele fez carreira na Paraíba, onde tem residência.
Ministros pernambucanos de Lula
- Ministra da Ciência e Tecnologia – Luciana Santos
- Ministro da Pesca e Aquicultura – André de Paula
- Ministro de Portos e Aeroportos – Silvio Costa Filho
- Ministro da Defesa – José Múcio
- Ministro das Comunicações – Frederico Siqueira Filho
Perfil do novo ministro
Com sólida trajetória no setor de telecomunicações e tecnologia da informação, o pernambucano Frederico acumula 26 anos de experiência, iniciada em 1997 como coordenador técnico de engenharia. Durante 21 anos na operadora Oi, ocupou posições estratégicas em diversas áreas, como Operações, Planejamento, Comercial, Institucional-Regulatório e, por mais de uma década, na Diretoria de Relações Institucionais.
Além da engenharia civil, Frederico também investiu em formações complementares nas áreas de Administração, Ciência Política, Comunicação e Gestão, com ênfase em gestão de crises, projetos e terceiros.
À frente da Telebras, órgão que presidia desde maio de 2023, liderou projetos voltados à inclusão digital, à expansão da conectividade em regiões remotas e à modernização da infraestrutura pública de comunicações. Agora, como ministro, assume o desafio de fortalecer políticas públicas voltadas à transformação digital, conectividade e democratização do acesso à informação.
“Na Telebras tive a oportunidade de trabalhar em projetos que impactaram positivamente milhões de vidas. Agora, no comando da pasta, assumo a responsabilidade de ampliar ainda mais esse alcance: levar conectividade às escolas públicas, ampliar o acesso ao 5G, conectar comunidades na Amazônia, dar celeridade à concessão de rádios e canais de televisão em todo o território nacional e implantar a TV 3.0”, finalizou.
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