
A empresa PetroReconcavo conseguiu duas licenças emitidas pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) para perfuração, operação e infraestrutura nos campos terrestres de produção de petróleo de Paturi, em Mossoró, e Cachoeirinha, em Caraúbas, ambos no Rio Grande do Norte. “A nossa intenção é acelerar a produção. As autorizações fazem parte de uma programa de perfuração contínua em poços maduros já explorados pela empresa com investimentos na área de produção, como por exemplo a injeção de água que ajuda a manter a produção do poço por mais tempo”, diz o vice-presidente de Operações da companhia, João Vitor Moreira. Nos últimos três anos, a empresa investiu cerca de R$ 1 bilhão por ano para nos poços explorados na Bahia e no Rio Grande do Norte.
Geralmente, os poços maduros terrestres explorados pela empresa vão apresentando uma queda de 10% ao ano. “Quando há investimentos, é mantida a estabilidade do poço terrestre. No primeiro trimestre deste ano, a companhia investiu R$ 197 milhões na perfuração de novos poços, incluindo localidades como o Dix-Sept Rosado, Ipanema e Assú, entre outras. Todos eles estão no Rio Grande do Norte.
Na exploração do petróleo, são extraídos o óleo, o gás natural e a água. Depois de passar por um processo de separação, a água é reinjetada no poço. “Esta água não compete com a água usada para a irrigação nem com a potável. Em vez de descartar, nós reinjetamos 100% dela no poço. É uma técnica que estende a vida do poço e tem sido implementada com sucesso há cinco anos no Rio Grande do Norte e há 26 anos na Bahia”, explica João Vitor.
A Petroreconcavo produz, em média, 25 mil barris de petróleo equivalente por dia nos Estados da Bahia e do Rio Grande do Norte. Os poços potiguares respondem por metade deste total. A empresa é a segunda maior produtora de petróleo on shore no Rio Grande do Norte e a primeira na produção de gás natural. De tudo que é extraído dos poços potiguares, 60% são petróleo e 40% são gás natural. “Produzimos três vezes mais gás natural do que o consumo do Rio Grande do Norte”, comenta João Vitor.

O gás produzido pela empresa é enviado por gasoduto para as seguintes distribuidoras: a do Rio Grande do Norte (Potigás), Cegas (do Ceará), Copergás (de Pernambuco) e Bahiagás, usando os gasodutos da TAG que ligam o Rio Grande do Norte ao Espírito Santo. A empresa também fez uma parceria com a GNLink e consegue entregar Gás Liquefeito de Petróleo (GNL), por caminhão, em lugares que não dispõem de gasodutos, como é o caso do Araripe pernambucano.
No ano passado, a empresa investiu US$ 65 milhões comprando uma participação na planta da Brava Energia, em Guamaré, que faz o processamento do gás natural. Ao ser questionado sobre os investimentos futuros, João Vitor explica que a empresa não faz projeções pra frente por ser listada em bolsa.
A empresa tem a concessão desses campos maduros até 2052. No Rio Grande do Norte, estes poços começaram a ser explorados na década de 80, enquanto na Bahia eles estão produzindo desde a década de 70. “Há muita capacidade de estender a vida destes poços, com uma técnica diferenciada, custos mais baixos e uma lógica de eficiência”, argumenta João Vitor. Estes poços terrestres maduros do Rio Grande do Norte pertenceram a Petrobras, que deixou de explorá-los. A Petroreconcavo comprou a concessão da Petrobras. Em média, um poço maduro terrestre do Rio Grande do Norte produz 20 barris de óleo equivalente por dia.
Quem é a Petroreconcavo
A PetroReconcavo é uma operadora independente de petróleo e gás especializada na operação, desenvolvimento e revitalização de campos maduros terrestres no Brasil. A empresa detém 57 concessões nos Estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe. No ano passado, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 638 milhões, que representou um aumento de 46% em relação a 2025.
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