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Novo recorde do Ibovespa passa até pelo menor “risco” Lula

Mercado financeiro está propenso ao risco, acompanhando o cenário político brasileiro e indicadores que pressionam por juros menores
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B3 Bolsa de Valores debêntures índice leilão Ibovespa
Pontuação do principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo encontra terreno propício à tomada de risco. Foto: B3/Divulgação

No embalo de Brasília, sob olhares de comissões do Congresso que podem votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o aumento da tributação de fintechs e bets, e ainda passando pelo Planalto com o presidente Lula caindo na pesquisa AtlasIntel, o Ibovespa chegou a resvalar nos 160 mil pontos.

Em nova rompida do teto histórico, o principal índice da B3 segue ali, nos 158,9 mil pontos. Já o dólar recua 0,30%, a R$ 5,34, ainda sem se desgarrar.

A cena política agrada ao mercado, depois que o presidente da República esteve à frente das pesquisas nas últimas semanas.

Mais cedo, o IBGE informou que a atividade industrial continua em desaceleração. Variou 0,1% sobre setembro, mas menos que era esperado e bem retraída sobe outubro de 2024. E combinou com o PMI, o índice de gerentes de compras da S&P, que ontem marcou o nono mês de baixa, em novembro.

Essa pressão da economia menos aquecida, sentindo os juros altos e ainda o tarifaço, mesmo agora atingindo menos produtos brasileiros nos Estados Unidos, ainda bate de frente com o Banco Central resistindo a ceder na taxa Selic.

EUA também no Ibovespa

Gabriel Galípolo, presidente da autoridade monetária, mais uma vez não se deixou dobrar. Na segunda-feira (1°), reiterou que a inflação está longe da meta para se comprometer com cortes das taxa.

Pairando sobre o cenário doméstico, ainda os Estados Unidos. Os índices de Wall St estão em recuperação, se mantendo o viés positivo sobre cálculos de nova redução de juros pelo Federal Reserve (Fed), em janeiro, após pesquisa do setor manufatureiro indicando derrapagem em mais um mês.

Mesmo sob sinais de que o banco central do Japão possa vir a aumentar os juros, conforme tem indicado o novo gabinete de governo, cuja confirmação pode mudar o fluxo de dólares para títulos japoneses, as apostas em redução de juros nos Estados Unidos prevalecem.

Leia mais: Vaivém do açúcar segue em bases pontuais sem tendências fortes

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